GIFiM denuncia alegada lavagem de 58,2 milhões de meticais através de agências de viagens

O Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM) revelou que, entre janeiro de 2022 e setembro de 2025, terão sido movimentados e alegadamente branqueados 58,2 milhões de meticais por intermédio de agências de viagens e turismo sediadas no país, sob o pretexto de pagamento de serviços ligados ao setor.

Segundo o Relatório de Análise Estratégica do GIFiM, publicado em maio, as operações envolveram depósitos em numerário e transferências bancárias efetuadas de forma fracionada. De acordo com o documento, os depósitos em dinheiro atingiam valores de, pelo menos, 24 milhões de meticais por dia, sendo posteriormente transferidos para contas bancárias de uma organização internacional, cuja identidade não foi divulgada pelo gabinete.

O relatório refere ainda que os valores foram posteriormente encaminhados para entidades localizadas nas regiões Sul e Norte de Moçambique, concretamente nas cidades de Maputo, Nampula e na província de Cabo Delgado.

Segundo o GIFiM, a análise foi realizada com o objetivo de identificar e prevenir crimes precedentes ao branqueamento de capitais, incluindo fraude fiscal, evasão fiscal e falsificação de documentos.

O documento sustenta que o alegado esquema recorria ao uso de agências de viagens e turismo e do Sistema Global de Cobrança Eletrónica de uma organização internacional para facilitar a exportação ilícita de capitais e a prática dos referidos crimes.

As autoridades financeiras continuam a acompanhar o caso no âmbito das suas competências de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e outros crimes financeiros.

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