Equipas de resgate continuam esta quinta-feira à procura de mais de 1.300 pessoas desaparecidas na sequência das fortes enxurradas que atingiram a região fronteiriça entre o Nepal e a China. Pelo menos 168 pessoas morreram nos dois lados da fronteira.
De acordo com o mais recente balanço divulgado pela Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal, pelo menos 165 pessoas perderam a vida e 826 continuam desaparecidas.
As operações de busca e salvamento foram intensificadas nos distritos nepaleses de Nuwakot e Rasuwa, apontados entre as áreas mais afectadas pelas enxurradas.
Horas antes, as autoridades chinesas tinham actualizado o número de desaparecidos no município de Shigatse, na região autónoma do Tibete, passando de 265 para 558 pessoas. Na mesma região, foram confirmadas três mortes.
Estradas destruídas e edifícios soterrados
Imagens captadas por drones no Nepal revelaram a dimensão dos estragos provocados pelas torrentes de água, com estradas destruídas e edifícios parcialmente soterrados.
No distrito de Nuwakot, uma das zonas mais afectadas, imagens mostraram aquilo que aparentavam ser os segundos pisos de alguns edifícios cobertos de lama após a passagem das águas.
Destroços ficaram presos em ramos de árvores e cabos, enquanto vários veículos foram soterrados pela lama e pelas águas.
Alguns sobreviventes foram encontrados cobertos de lama e visivelmente atordoados após a passagem das enxurradas.
As inundações também interromperam as deslocações em algumas zonas, dificultando o acesso das equipas de emergência às áreas afectadas.
As operações de busca e salvamento prosseguem enquanto as autoridades tentam localizar as centenas de pessoas que continuam desaparecidas.
(Lusa)
