O influenciador digital angolano Gerson Emanuel Quintas, conhecido como “Man Genas”, foi condenado esta sexta-feira a dois anos de prisão, com pena suspensa, pelo crime de ultraje ao Estado.
A decisão foi tomada pelo Tribunal da Comarca de Luanda, que considerou provado que o influenciador fez acusações graves contra altas patentes da Polícia Nacional e das Forças Armadas Angolanas, relacionando-as com uma alegada rede de tráfico de droga.
Para além da pena suspensa, o tribunal determinou que “Man Genas” fique impedido de utilizar as redes sociais durante os dois anos correspondentes ao período de suspensão. O incumprimento desta determinação poderá levar à execução efectiva da pena de prisão.
Apesar da condenação, o influenciador foi absolvido das acusações de ofensas graves contra o Presidente da República, João Lourenço, associação criminosa e instigação pública ao crime.
Segundo o tribunal, não ficaram demonstrados os factos necessários para sustentar essas acusações.
A mulher de “Man Genas”, que também era arguida no mesmo processo, foi absolvida de todas as acusações. Contudo, à semelhança do marido, também recebeu uma proibição de utilizar as redes sociais durante dois anos.
O processo teve origem em declarações públicas feitas por “Man Genas” relacionadas com o Estado e com as forças de segurança de Angola.
Durante o julgamento, o influenciador reconheceu parte dos factos apresentados pelo Ministério Público, mas contestou a maioria das acusações que lhe foram imputadas.
Após a leitura da sentença, a defesa de “Man Genas” informou que não irá recorrer da decisão do tribunal.
A condenação significa, assim, que o influenciador permanecerá em liberdade enquanto cumprir as condições impostas pela Justiça, sendo a utilização das redes sociais uma das principais restrições determinadas pelo tribunal.
