O jornalista Nádio Taimo recorreu às suas redes sociais para denunciar uma alegada intervenção violenta da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) contra uma manifestação que, segundo o relato, decorria de forma pacífica no distrito de Zavala, província de Inhambane.
Na publicação, Nádio Taimo estabeleceu um contraste entre as promessas de paz e reconciliação nacional atribuídas ao Presidente da República, Daniel Chapo, e os acontecimentos que, segundo ele, estariam a ocorrer no terreno.
“Presidente Chapo nos prometeu paz e reconciliação nacional após reunião de quadros do seu partido”, escreveu o jornalista.
Segundo Nádio Taimo, enquanto os membros do partido do Presidente permaneciam reunidos no Comité Central extraordinário, a UIR teria recorrido a balas reais e gás lacrimogéneo para dispersar uma população que participava numa manifestação pacífica.
A manifestação teria como principal reivindicação a construção de uma ponte para servir uma comunidade em Zavala, numa mobilização motivada pelas dificuldades enfrentadas pela população devido à falta da infraestrutura.
Vários manifestantes terão sido detidos
Na mesma publicação, o jornalista afirmou que a intervenção das forças de segurança não se teria limitado ao uso de gás lacrimogéneo e munições.
Nádio Taimo denunciou também a existência de vários detidos na sequência da intervenção da UIR.
A denúncia coloca novamente em debate a actuação das forças de segurança durante manifestações públicas e a necessidade de garantir que reivindicações populares decorram de forma pacífica e dentro dos limites previstos pela lei.
Até ao momento, no conteúdo apresentado, não são divulgados números concretos de detidos nem informações sobre eventuais feridos, assim como não é apresentada uma reação das autoridades policiais ou da administração local de Zavala sobre as acusações.
O caso deverá continuar a gerar discussão, sobretudo por ocorrer num momento em que o discurso político sobre paz, diálogo e reconciliação nacional ocupa espaço central na agenda do país.
