Venâncio Mondlane em Segurança num Hotel Após Marcha Interrompida Pela Polícia em Quelimane

O presidente do partido ANAMOLA, Venâncio Mondlane, encontra-se atualmente refugiado e em segurança numa unidade hoteleira na cidade de Quelimane, província da Zambézia. Este desfecho ocorre na sequência de uma intervenção policial que recorreu a gás lacrimogéneo para travar a comitiva do político, gerando momentos de pânico e um período de grande incerteza sobre o seu paradeiro.

Ação da UIR e Disparo Contra Viatura Oficial

A operação que visou desmobilizar os simpatizantes nas ruas de Quelimane foi conduzida por agentes da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), integrados nas Forças de Defesa e Segurança.

Durante o bloqueio da marcha, o cenário escalou de forma abrupta:

  • A viatura protocolar onde seguia Venâncio Mondlane foi alvo direto de projéteis de gás lacrimogéneo lançados pelas autoridades.
  • Face à investida, o líder do ANAMOLA foi forçado a abandonar rapidamente o local, sendo retirado sob um forte e urgente esquema de proteção.

Apreensão e Reaparecimento

O ataque policial deu início a horas de enorme tensão para os membros do partido e para o público em geral. Venâncio Mondlane permaneceu incontactável e com o paradeiro desconhecido durante um longo período, levantando sérios receios em relação ao seu estado de saúde e à sua integridade física.

A inquietação apenas terminou quando o líder político reapareceu, finalmente, no hotel onde se encontra hospedado na capital da Zambézia, confirmando que estava a salvo.

Marcha Autorizada e Silêncio das Autoridades

O clima de violência eclodiu durante os eventos planeados para assinalar o primeiro aniversário da fundação do partido ANAMOLA. A agenda oficial das festividades incluía um comício público seguido de uma marcha pelas principais avenidas da cidade.

  • A Versão do Partido: A direção da ANAMOLA é categórica ao afirmar que a mobilização política estava plenamente legalizada. Os responsáveis asseguram ter cumprido antecipadamente todas as formalidades administrativas e garantem que detinham a devida autorização estatal para a realização da marcha.
  • O Lado da Polícia: Apesar de a organização invocar a legalidade do evento, a força pública moçambicana encerrou a manifestação de forma repressiva. Até ao momento da redação desta notícia, as autoridades policiais mantêm o silêncio e não emitiram qualquer comunicado oficial a justificar o recurso a métodos de dispersão contra os membros e simpatizantes do partido.

Fonte: Voz do Índico

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