O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Niassa (GPCC) deteve, na sexta-feira da semana passada, o director da Escola Secundária Eduardo Chivambo Mondlane, na cidade de Lichinga, por suspeitas de envolvimento em crimes de peculato, abuso de cargo ou função e falsificação de documentos.
Trata-se de Simão Capinga, cuja detenção foi efectuada pelo Gabinete Provincial de Combate à Corrupção do Niassa, em cumprimento de um mandado emitido pelo Juiz de Instrução Criminal no dia 2 de Setembro de 2026.
Segundo informações constantes de um comunicado do órgão de combate à corrupção, a que o Canal de Moçambique teve acesso, o caso está relacionado com alegadas irregularidades na arrecadação, gestão e utilização das receitas da instituição de ensino, envolvendo um montante global de 2.324.288 meticais.
Dinheiro encontrado na posse do arguido
As investigações terão identificado indícios de que parte das receitas da escola poderá ter sido gerida de forma irregular. Na sequência disso, foi aberto o processo n.º 8/0101/PGPCCNI/2026 e realizadas várias diligências com vista ao apuramento dos factos.
Durante uma operação realizada no dia 21 de Janeiro deste ano, as autoridades encontraram 91.170 meticais na posse de Simão Capinga.
De acordo com o Gabinete Provincial de Combate à Corrupção do Niassa, uma parte do dinheiro encontrava-se na bolsa pessoal do arguido, enquanto o restante estava guardado num cofre localizado na sua residência.
O cofre também foi apreendido pelas autoridades, existindo suspeitas de que pudesse estar a ser utilizado para guardar valores provenientes das receitas da Escola Secundária Eduardo Chivambo Mondlane.
Investigações continuam
A detenção do director constitui mais um desenvolvimento do processo que procura esclarecer o destino dos valores arrecadados pela instituição de ensino e determinar se houve ou não utilização indevida de fundos públicos ou de receitas sob responsabilidade da direcção da escola.
O Gabinete Provincial de Combate à Corrupção do Niassa afirma que as investigações continuam, com o objectivo de esclarecer integralmente os factos, identificar a origem e o destino dos valores e apurar eventuais responsabilidades criminais.
O órgão reafirma, através do comunicado, o compromisso de continuar a actuar no combate à corrupção e à criminalidade económico-financeira, bem como na defesa do património público.
Apesar das suspeitas e da detenção, Simão Capinga permanece arguido e beneficia do princípio da presunção de inocência, não podendo ser considerado culpado enquanto não existir uma decisão judicial definitiva.
