Professor no Malawi é preso após fingir a própria morte para não pagar empréstimo
Um professor do ensino fundamental, residente em Kasungu, no centro do Malawi, foi detido pelas autoridades quatro anos depois de supostamente ter falsificado a própria certidão de óbito para conseguir escapar ao pagamento de um empréstimo bancário.
Segundo as informações iniciais da investigação, o homem tinha contraído um empréstimo junto de uma instituição financeira, mas posteriormente decidiu encontrar uma forma de evitar o pagamento da dívida.
Para concretizar o plano, o professor terá falsificado uma certidão de óbito em seu próprio nome. Outros documentos oficiais adulterados, destinados a sustentar a alegação de que tinha morrido, foram igualmente apresentados ao banco.
A estratégia acabou por resultar. Convencida de que o cliente tinha realmente falecido, a instituição financeira decidiu cancelar o saldo em dívida, tendo em consideração também a situação da família que, supostamente, enfrentava a perda do titular do empréstimo.
Depois de conseguir o cancelamento da dívida, o professor permaneceu durante aproximadamente quatro anos sem levantar suspeitas, mantendo-se afastado da situação e beneficiando da falsa declaração de morte.
No entanto, a tentativa de começar novamente a utilizar os serviços da mesma instituição financeira acabou por expor a fraude.
Quatro anos depois, o homem voltou ao mesmo banco, desta vez para apresentar um pedido de novo empréstimo.
Durante o processamento da solicitação, o sistema informático de gestão da instituição identificou uma inconsistência. O número de identificação apresentado pelo requerente estava associado a um cliente que, nos registos do banco, constava como falecido.
A anomalia chamou a atenção dos funcionários, que decidiram efectuar verificações adicionais sobre os dados do cliente.
As averiguações acabaram por revelar que o suposto cliente falecido estava, na realidade, vivo e era precisamente a pessoa que se encontrava diante dos funcionários a solicitar um novo financiamento.
Depois de a fraude ser descoberta, o professor foi detido e colocado sob custódia das autoridades.
O homem deverá responder por acusações relacionadas com falsificação e utilização de documentos falsificados, produção de documentos administrativos falsos e fraude contra uma instituição bancária.
O caso tornou-se um exemplo peculiar de como uma fraude destinada a eliminar uma dívida pode acabar por ser descoberta quando o próprio autor tenta voltar a utilizar os serviços da mesma instituição que enganou.
No caso, a tentativa de obter um segundo empréstimo acabou por revelar a suposta “morte” que lhe tinha permitido escapar à primeira dívida.
