O Governo de Moçambique recebe, entre 9 e 18 de Setembro, uma delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Maputo, para uma ronda de discussões técnicas destinada a preparar a eventual negociação de um novo programa ao abrigo da Facilidade de Crédito Alargada (ECF – Extended Credit Facility).
A missão do FMI é liderada por Pablo López Murphy e enquadra-se na cooperação de longa data existente entre o Estado moçambicano e a instituição financeira internacional.
O principal objectivo da visita é fazer uma avaliação aprofundada do desempenho macroeconómico recente de Moçambique, analisar o nível de implementação das reformas actualmente em curso e discutir as perspectivas futuras de cooperação técnica e financeira entre o país e o FMI.
Segundo um comunicado do Ministério das Finanças, assinado em Maputo, a 8 de Setembro de 2026, pelo chefe do departamento, Emílio Fuel, a cooperação com o FMI é considerada de grande importância para melhorar a gestão macrofiscal do país e criar condições para o acesso a novos financiamentos destinados ao desenvolvimento nacional.
Delegação terá encontros com Governo, Banco de Moçambique e sector privado
Durante a permanência em Maputo, a delegação chefiada por Pablo López Murphy deverá manter encontros com diferentes Ministérios, com o Banco de Moçambique, além de representantes do sector privado e de instituições financeiras.
As reuniões deverão permitir à missão avaliar diferentes aspectos da situação económica e financeira do país, bem como discutir as reformas em curso e possíveis caminhos para o aprofundamento da cooperação entre Moçambique e o FMI.
Apesar de as discussões poderem abrir caminho para um novo programa de financiamento, o processo encontra-se nesta fase centrado em discussões técnicas, pelo que a eventual aprovação de um Programa ao abrigo da ECF dependerá da evolução das negociações e das avaliações realizadas pelas partes.
