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Seguranças denunciam salários em atraso e alegada emissão de cheques sem fundos em Maputo

Mais de 20 cidadãos moçambicanos que trabalham como seguranças na Universidade Pedagógica, em Maputo, denunciam atrasos no pagamento dos seus salários e uma alegada burla por parte da empresa responsável pela sua contratação.

Segundo os trabalhadores, os responsáveis pela empresa terão emitido cheques destinados ao pagamento dos salários em atraso. No entanto, quando os cheques foram apresentados ao banco, os denunciantes afirmam que não havia fundos disponíveis para efectuar os respectivos pagamentos.

Perante o que consideram uma situação insustentável, os trabalhadores alegam ter tomado uma medida de protesto na noite desta quarta-feira. Segundo os denunciantes, uma viatura pertencente ao responsável da empresa de segurança foi retida, numa tentativa de pressionar a empresa a proceder ao pagamento dos valores em dívida.

Entre os trabalhadores afectados encontra-se um segurança de 64 anos, que afirma estar há vários meses sem receber o seu salário.

Os denunciantes afirmam ainda que, em vez de receberem esclarecimentos sobre a regularização dos pagamentos, têm sido alvo de alegadas ameaças por parte do responsável da empresa.

Diante do impasse, os seguranças recorreram às câmaras da Luz TV para tornar pública a situação, pedir a intervenção das autoridades e exigir que os salários em atraso sejam regularizados.

Os trabalhadores pretendem, assim, receber os valores que dizem estar em dívida e obter uma solução para o problema que, segundo relatam, afecta mais de duas dezenas de funcionários.

Nota: As alegações sobre cheques sem fundos, ameaças e retenção da viatura são apresentadas com base no relato dos trabalhadores e não foram independentemente verificadas.

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