Os cidadãos raptados durante o ataque ocorrido a 3 de Setembro, em Marangira, distrito de Marrupa, na província do Niassa, continuam em poder dos insurgentes.
Segundo uma fonte ligada à Mozambique Wild Adventures (MWA), citada em exclusivo pelo Moçambique Bio, os alegados terroristas terão iniciado contactos com o objectivo de exigir dinheiro em troca da libertação dos reféns.
A fonte, entretanto, não revelou o valor que estaria a ser exigido pela libertação das vítimas.
“São no total 10 reféns nas mãos dos terroristas. Estão a cobrar, mas ainda não sabemos quanto vão exigir. Estamos preocupados em salvar as vidas das pessoas e, por isso, não podemos avançar com muitos detalhes”, afirmou a fonte.
De acordo com a mesma fonte, entre as pessoas mantidas em cativeiro encontram-se sete crianças, um cidadão zimbabueano e um cidadão sul-africano, além de outras pessoas cuja identidade não foi divulgada por razões de segurança.
Ataque destruiu instalações e veículos
O ataque aconteceu a 3 de Setembro, quando insurgentes atacaram Marangira e a área da concessão da MWA.
Durante a ofensiva, foram destruídas instalações, veículos e outras infra-estruturas existentes na zona.
A fonte ligada à MWA confirmou igualmente que, durante a situação de emergência, a empresa conseguiu retirar quatro cidadãos norte-americanos da área de perigo.
MWA pede cautela na divulgação de informações
A fonte da Mozambique Wild Adventures apelou à cautela na divulgação de informações relacionadas com os reféns.
Segundo explicou, a divulgação de detalhes adicionais poderá colocar em risco as operações destinadas a localizar e proteger as vítimas.
A prioridade, de acordo com a fonte, é garantir a sobrevivência dos 10 reféns e permitir que regressem em segurança às suas famílias.
Até ao momento, não foi divulgado o montante que os alegados sequestradores estarão a exigir pela libertação das vítimas.
Fonte: Moçambique Bio
