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FPF recusa aceitar despedida de Cristiano Ronaldo sem uma homenagem especial

FPF não aceita despedida de Cristiano Ronaldo sem uma homenagem à altura da sua carreira

Federação Portuguesa de Futebol manifesta vontade de organizar uma cerimónia especial para homenagear CR7, destacando os seus 234 jogos internacionais, 146 golos e o legado que deixou no futebol português.

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) reagiu, esta quinta-feira, 5 de Novembro, ao anúncio de despedida de Cristiano Ronaldo da Seleção Nacional, manifestando a intenção de organizar uma homenagem à altura da carreira do internacional português.

Numa declaração pública, a instituição expressou profunda gratidão ao jogador, actualmente com 41 anos, e garantiu que não pretende deixar que a sua saída da equipa das quinas aconteça sem o devido reconhecimento pelo contributo prestado ao futebol português.

No comunicado, a FPF destacou o percurso extraordinário do capitão, considerando-o uma referência de liderança, dedicação e orgulho nacional.

“A Federação Portuguesa de Futebol expressa o seu mais profundo e eterno agradecimento ao eterno capitão, Cristiano Ronaldo, que anunciou hoje a sua despedida definitiva da Seleção Nacional. É com um sentimento de profunda gratidão e imensa admiração que a Federação Portuguesa de Futebol vem publicamente enaltecer e agradecer o percurso absolutamente extraordinário de Cristiano Ronaldo ao serviço do nosso país”, refere a instituição.

A Federação acrescentou que Ronaldo foi muito mais do que um atleta de excelência, descrevendo-o como um líder inspirador, exemplo de dedicação e símbolo máximo da identidade da Seleção Nacional.

Ao longo da sua carreira internacional, o avançado somou 234 internacionalizações e marcou 146 golos, estabelecendo vários recordes e conduzindo Portugal a momentos históricos no futebol.

A FPF salientou ainda o esforço, os golos decisivos e a dedicação demonstrada pelo jogador sempre que representou a camisola portuguesa.

“Cada gota de suor, cada golo decisivo e cada braçadeira honrada em campo foram o reflexo do seu amor incondicional pela nossa camisola. A sua entrega e o seu legado transcendem as quatro linhas”, sublinha o comunicado.

A instituição considera que Cristiano Ronaldo elevou o nome de Portugal no panorama internacional e inspirou várias gerações de jovens que sonham seguir os seus passos, acrescentando que é considerado por muitos como o melhor jogador de todos os tempos.

Perante o anúncio da retirada, a Federação garantiu que pretende participar activamente na organização de uma cerimónia de homenagem ao jogador, permitindo que os adeptos e todo o país possam reconhecer e celebrar o seu percurso.

“A Federação Portuguesa de Futebol recusa-se a deixar que este adeus se faça sem o devido tributo. É nossa firme e enorme vontade organizar, planear, participar e colaborar activamente naquela que será sempre uma homenagem à altura da imensa carreira de Cristiano Ronaldo, na qual os adeptos e o país possam aplaudir e celebrar, mais uma vez, o jogador que tanto nos deu”, declarou.

No final da mensagem, a FPF deixou uma manifestação de gratidão ao capitão, garantindo que continuará a considerar a Seleção Nacional a sua casa.

“Obrigado por tudo, CAPITÃO! Esta será sempre a tua casa! Vamos ao golo 1000!!!”, concluiu a Federação.

A mensagem de despedida de Cristiano Ronaldo

A reacção da FPF surge depois de Cristiano Ronaldo ter anunciado, através das redes sociais, o fim da sua caminhada ao serviço da Seleção Nacional, após 23 anos de representação de Portugal.

Na mensagem, o jogador explicou que a decisão não foi fácil, uma vez que envolveu tanto a razão como os sentimentos que construiu ao longo da carreira internacional.

“Aos portugueses, chegou o dia de devolver a camisola 7 da seleção de todos nós. Nunca a senti como exclusivamente minha. Mas durante 23 anos tive o privilégio e a responsabilidade de a vestir, de a defender e de a levar comigo para estádios num mundo inteiro. Hoje chegou o momento de entregar ao futuro. Não foi uma decisão fácil, porque há decisões que não se tomam apenas com a cabeça. Tomam-se também com o coração”, escreveu.

Cristiano Ronaldo recordou que o seu percurso na equipa nacional começou em Agosto de 2003 e mudou a sua vida para sempre. Ao recordar os anos vividos com a camisola portuguesa, afirmou que a sua memória não se limita aos jogos, golos, recordes e troféus, mas também às pessoas que acompanharam a sua trajectória.

O internacional destacou os emigrantes que, durante os jogos, sentiam Portugal mais próximo, assim como os milhões de portugueses que, mesmo sem o conhecerem pessoalmente, fizeram parte da sua vida.

Segundo o jogador, o futebol é muito mais do que uma simples competição, sendo sobretudo uma ligação entre pessoas.

Ao longo da carreira internacional, Ronaldo afirmou ter procurado constantemente ultrapassar os próprios limites, conquistar títulos, alcançar a excelência e fazer história. Reconheceu igualmente que viveu momentos de grandes vitórias, mas também derrotas e ocasiões em que não conseguiu corresponder às expectativas dos adeptos.

Apesar das dificuldades, garantiu que nunca desistiu e que sempre sentiu orgulho em representar Portugal.

Na sua reflexão, destacou que os golos passam, os troféus permanecem nos museus e os recordes acabam por ser ultrapassados, mas o lugar conquistado no coração das pessoas é algo que o tempo não consegue apagar.

O jogador afirmou que, se alguma vez conseguiu proporcionar felicidade aos portugueses, através de um golo, ajudando alguém a esquecer uma preocupação ou despertando orgulho pelo país, então todo o esforço valeu a pena.

Ronaldo deixou também uma mensagem às futuras gerações, defendendo que Portugal precisará sempre de jovens com sonhos, jogadores determinados e pessoas que acreditem na possibilidade de alcançar feitos extraordinários.

Aos companheiros da Seleção Nacional, agradeceu pelas corridas, abraços, discussões, momentos de silêncio antes dos jogos, vitórias partilhadas e derrotas que fortaleceram o grupo. Recordou ainda o privilégio de ter sido capitão, sublinhando que nenhum líder consegue construir uma história sozinho.

O craque dirigiu igualmente palavras de reconhecimento aos treinadores, dirigentes, médicos, fisioterapeutas, roupeiros, funcionários e a todos os profissionais que trabalharam consigo ao longo dos anos, muitos dos quais, apesar de não aparecerem nas fotografias, tiveram um papel fundamental na sua trajectória.

À família, agradeceu pelo apoio, compreensão das ausências e pelos sacrifícios feitos durante os anos em que a Seleção Nacional ocupou uma parte importante da sua vida.

Na parte final da mensagem, Ronaldo recordou um dos momentos mais especiais da sua carreira: o início do hino nacional antes dos jogos.

Descreveu a imagem dos companheiros, das bancadas e dos adeptos de diferentes gerações, incluindo crianças, mães, pais e avós que viajavam de longe para apoiar Portugal.

Para o internacional, durante aqueles momentos desaparecem as diferenças entre clubes, cores, classes sociais, profissões e opiniões, permanecendo apenas uma paixão comum: Portugal.

O jogador garantiu que levará esse sentimento consigo para o resto da vida e que, apesar de abandonar a competição dentro de campo pela equipa nacional, continuará a apoiar e a celebrar cada vitória portuguesa.

Na despedida, Cristiano Ronaldo afirmou que passou a vida a trabalhar para se tornar o melhor jogador do mundo, mas que compreendeu que uma das maiores conquistas foi ter representado o país que considera ser o melhor do mundo.

“Obrigado por estes 23 anos. Obrigado por terem acreditado em mim. Obrigado por me terem permitido viver um sonho que começou quando eu era apenas um menino na Madeira, a correr atrás de uma bola. Camisola 7 fica, o orgulho de ter vestido será meu para sempre. Portugal estará sempre em mim. Até sempre, Cristiano Ronaldo”, concluiu.

Nota: A notícia original foi actualizada às 11h05, segundo a indicação da publicação.

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