Um jovem de 21 anos, residente na vila de Mabote, província de Inhambane, afirma estar há cerca de três anos à espera da sua carta de condução biométrica, situação que o obriga a circular apenas com uma declaração provisória emitida pelo Instituto Nacional de Transportes Rodoviários (INATRO).
Segundo Jordão Matsena, concluiu o processo de obtenção da carta de condução em 2023, mas até ao momento ainda não recebeu o documento definitivo. Como consequência, tem sido obrigado a deslocar-se regularmente à cidade de Inhambane para renovar ou carimbar a carta provisória.
O jovem explica que estas deslocações representam custos elevados, uma vez que a distância entre a vila de Mabote e a cidade de Inhambane ultrapassa os 300 quilómetros. A viagem de transporte semi-colectivo de passageiros chega a custar cerca de 2 mil meticais ida e volta.
A situação torna-se ainda mais complicada durante a época chuvosa, devido às más condições da estrada Mapinhane-Mabote, que frequentemente fica alagada e dificulta a circulação de pessoas e bens.
Jordão conta que a primeira carta provisória que recebeu, emitida em 2024, ficou sem espaço para novos carimbos de renovação. Diante disso, o INATRO emitiu outro documento em 2025, mas, segundo o jovem, esta nova carta provisória também já está praticamente sem espaço para novos averbamentos.
O que mais tem causado indignação ao jovem, segundo explica, é a forma como alguns funcionários do INATRO lidam com a situação. Jordão afirma que, sempre que se desloca à instituição, os funcionários não demonstram disponibilidade para procurar a sua carta biométrica, limitando-se apenas a colocar o carimbo na declaração provisória e a informar que deverá voltar para uma próxima renovação.
“Quando chego ao INATRO, não dão tempo para procurar a carta, apenas carimbam e dizem até ao próximo carimbo”, relata o jovem.
Jordão Matsena afirma estar cansado da situação e sem condições financeiras para continuar a suportar os custos das viagens entre Mabote e a cidade de Inhambane.
Perante a demora na emissão do documento definitivo, o jovem admite que poderá continuar a conduzir com a carta provisória fora do prazo de validade, assumindo os riscos, devido ao que considera ser uma falta de eficiência do INATRO em Inhambane.
