O Projecto Hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa registou progressos importantes nas componentes técnica, financeira, ambiental e social, reforçando a sua posição como uma das maiores iniciativas de infra-estrutura e desenvolvimento económico de Moçambique.
As informações foram apresentadas durante a 21.ª Sessão do Conselho de Ministros pelo Gabinete de Implementação do Mphanda Nkuwa, dirigido por Carlos Yum. Segundo os dados divulgados, o empreendimento representa um investimento estimado entre 6 e 7 mil milhões de dólares norte-americanos.
O projecto contempla a construção de uma central hidroeléctrica com capacidade instalada de 1.500 megawatts (MW), bem como de uma linha de transporte de energia em alta tensão com cerca de 1.300 quilómetros, ligando a província de Tete à cidade de Maputo, com o objectivo de reforçar a integração do sistema eléctrico nacional.
Na componente financeira, o projecto continua a despertar forte interesse de instituições financeiras internacionais e de parceiros estratégicos, criando condições para o fecho financeiro e o arranque da fase de construção.
Segundo um comunicado citado por Carlos Yum, ocorreram alterações na composição do consórcio privado responsável pelo empreendimento. No entanto, o responsável assegurou que essas mudanças não comprometem a implementação do projecto, que mantém o cronograma previsto e continua a atrair novos investidores internacionais.
Entre os principais avanços alcançados está a conclusão do estudo de viabilidade da linha de transporte Tete–Maputo, considerada uma infra-estrutura estratégica para transportar energia aos principais centros de consumo, reforçar a segurança energética nacional e aumentar a capacidade de exportação de electricidade para os países da região.
O Programa de Desenvolvimento Social ligado ao projecto também continua a produzir resultados nas comunidades abrangidas, através da expansão da electrificação, instalação de mini-redes e kits solares, apoio ao sector da educação, fortalecimento dos serviços de saúde, distribuição de insumos agrícolas e promoção do desenvolvimento comunitário, beneficiando milhares de famílias nos distritos de Marara, Cahora Bassa e Chiúta.
De acordo com Carlos Yum, o calendário de implementação prevê a conclusão da fase de desenvolvimento até 2028, o início das obras de construção em 2029 e a entrada em operação comercial a partir de 2034. Durante a fase de construção, estima-se a criação de entre 6.000 e 7.000 postos de trabalho directos.
As projecções apontam ainda para receitas públicas de cerca de 13,98 mil milhões de dólares ao longo da vida útil do empreendimento, provenientes de impostos, taxas e dividendos.
Pela sua dimensão e impacto, o Projecto Mphanda Nkuwa é considerado estruturante para o futuro de Moçambique, contribuindo para acelerar o processo de industrialização, impulsionar o desenvolvimento regional, reforçar a transição energética e consolidar o país como um dos principais produtores e exportadores de energia limpa em África.
