A rede social profissional LinkedIn está a ser alvo de uma investigação nos Estados Unidos devido à suspeita de albergar e promover “ghost jobs” — vagas de emprego falsas, inativas ou que as empresas anunciantes não têm qualquer intenção real de preencher.
A Investigação e o Modelo Premium
O processo foi instaurado pelo procurador-geral do Estado do Texas, Ken Paxton. O principal objetivo das autoridades é determinar se a plataforma tem vindo a induzir os candidatos a pagarem por assinaturas Premium sob a promessa de acesso a um mercado de trabalho que, na prática, está inflacionado com oportunidades inexistentes.
O ponto crítico levantado pela investigação reside num aparente conflito de interesses: o LinkedIn comercializa serviços pagos aos candidatos com a promessa de aumentar as suas probabilidades de contratação, mas falha em verificar de forma independente se as vagas publicadas no seu portal representam processos de recrutamento efetivamente ativos.
O Que São “Ghost Jobs”?
As “vagas fantasmas” são anúncios de emprego publicados sem que exista uma intenção imediata de contratação. De acordo com o contexto do caso, as empresas recorrem a esta prática por diversos motivos estratégicos:
- Formação de bases de dados: Para acumular currículos para uso futuro.
- Marketing corporativo: Para criar uma falsa perceção de crescimento e expansão da empresa no mercado.
- Reserva de talentos: Para manter potenciais candidatos “aquecidos” e disponíveis para eventuais necessidades.
Próximos Passos e Ponto de Situação
Para aprofundar as averiguações, a Procuradoria do Texas encontra-se agora a exigir que a plataforma forneça acesso a dados, documentos e comunicações internas. O foco das autoridades recai sobre os métodos de verificação de vagas do LinkedIn, o histórico dos anúncios publicados e as estratégias de marketing utilizadas para promover as contas Premium.
É importante sublinhar que a investigação ainda decorre e, até à data, não foi comprovada qualquer irregularidade legal por parte do LinkedIn.
Fontes: Procuradoria-Geral do Texas / farialimanews
