LAM posiciona na Beira avião alugado no Quénia

LAM Reforça Conectividade com Aeronave Alugada no Quénia Posicionada na Beira

As Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) iniciaram, nesta quarta-feira (12 de agosto de 2026), a operação de uma aeronave alugada no Quénia, baseada na cidade da Beira. O aparelho, um Bombardier CRJ 200 com capacidade para 50 passageiros, tem como objetivo principal reforçar as ligações aéreas entre as regiões Centro e Norte de Moçambique.

Estratégia de Conectividade e Operações

Esta decisão surge num momento em que duas aeronaves da companhia, do tipo Embraer 190, se encontram indisponíveis, estando na África do Sul para processos de reparação e pintura.

A partir do Aeroporto Internacional da Beira, a aeronave alugada irá realizar voos diretos para Tete, Quelimane, Nampula, Pemba e Nacala. Segundo a transportadora, este posicionamento estratégico visa facilitar a mobilidade de empresários e cidadãos, enquadrando-se no plano de reestruturação da companhia e no reforço gradual da conectividade doméstica. Em comunicado, a LAM sublinhou que a operação é um passo nos esforços para aumentar a capacidade operacional e responder com maior eficiência à procura por transporte aéreo. O voo inaugural ocorreu durante a tarde de quarta-feira.

Especialista Aponta Logística e Custos

O impacto desta medida foi analisado por Alves Gomes, jornalista e especialista em aviação, que considerou a decisão lógica dada a dimensão geográfica de Moçambique. O especialista destacou que a Beira funciona como um ponto central ideal para distribuir passageiros entre o Norte e o Sul do país. Além disso, Gomes sublinhou a adequação do Bombardier CRJ 200 para mercados de menor dimensão, como Tete, Quelimane, Pemba e Nacala, que possuem menor procura do que Nampula.

Contudo, Alves Gomes manifestou reservas quanto à sustentabilidade financeira e operacional da medida. O especialista alertou que, sendo uma aeronave alugada com tripulação, a operação acarretará elevados custos para a LAM. Gomes expressou ainda preocupações quanto à fiabilidade da programação e ao cumprimento rigoroso dos horários de voo, fatores que têm sido um desafio constante nas operações recentes da companhia, que dependem largamente do fretamento de aeronaves externas.

Fonte: Carta de MZ

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