LAM Anuncia Entrada em Operação de Duas Novas Aeronaves esta Semana e Expansão da Frota

Maputo — O Diretor-Geral da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Dane Kondić, anunciou que duas aeronaves da companhia, que se encontravam imobilizadas na África do Sul há vários meses por motivos de manutenção, vão iniciar operações ainda no decorrer desta semana.

Estado da Frota e Aquisições

Os dois aparelhos foram adquiridos ao longo do ano transato no âmbito do processo de reestruturação da LAM, tratando-se de modelos Embraer 190 com capacidade para transportar até 100 passageiros cada, tendo custado 12,5 milhões de dólares americanos por unidade. Agostinho Langa, presidente do conselho de administração da empresa portuária e ferroviária CFM — uma das três empresas estatais que coadministram a LAM —, já tinha esclarecido anteriormente que as referidas aeronaves se encontravam paradas devido a trabalhos de repintura.

Intervindo perante os jornalistas numa quarta-feira, durante a cerimónia de lançamento de novas rotas ligando o Centro e o Norte de Moçambique a partir da cidade da Beira (na província de Sofala), Kondić adiantou que, com a entrada destes dois aparelhos, o número total de aviões operacionais da companhia ascenderá a 10.

“Até ao final do ano teremos mais dois. Assim, a LAM passará a contar com 12 aeronaves operacionais, o que representa uma melhoria substancial face ao cenário verificado há um ano. Atualmente dispomos de duas aeronaves próprias operacionais e de seis aparelhos cedidos por parceiros, perfazendo um total de oito. Mais duas aeronaves, os novos Embraer 190, juntar-se-ão à frota esta semana” — destacou o Diretor-Geral.

Kondić recordou ainda que, quando a nova equipa assumiu a gestão da empresa em maio do ano passado, a transportadora contava apenas com três aviões ativos, sublinhando que a LAM se encontra hoje numa posição manifestamente superior à de doze meses atrás.

Reestruturação Societária e Prioridades Operacionais

No seguimento do plano de reestruturação gizado pelo Governo, três empresas públicas foram autorizadas a adquirir participações no capital da companhia de bandeira nacional: a Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), operadora da barragem homónima no rio Zambeze (província de Tete), que assegurou 25,2% do capital social; e a empresa portuária e ferroviária CFM juntamente com a seguradora EMOSE, que adquiriram, cada uma, 15.4% das ações da LAM através de um investimento de 22 milhões de dólares respetivamente.

O CEO sublinhou que a administração e a nova estrutura acionista têm laborado intensamente para reverter o panorama financeiro e operacional da companhia, sendo a expansão da frota a prioridade máxima.

“Ter mais aeronaves traduz-se na capacidade de interligar o país. Os moçambicanos necessitam de transporte aéreo; dado que o território é vasto, esta via constitui efetivamente o melhor e único meio de unir todos os pontos. Continuaremos a trabalhar com redobrado afinco para prosseguir o progresso” — pontuou.

Novas Ligações a Partir da Beira e Contexto Histórico

No que respeita às novas ligações a partir da Beira com destino a outras zonas da região centro (Tete e Quelimane) e do norte (Nampula, Pemba e Nacala), estas serão asseguradas por um aparelho Bombardier CRJ200 fretado no Quénia, com lotação para 50 passageiros. O reforço destas rotas tem o propósito de dinamizar a economia local, aproveitando a crescente ativador turístico e de investimento do Aeroporto da Beira, visto que a escassez crónica de frota sempre representou o calcanhar de Aquiles da operadora.

Por fim, a peça recorda que em 2024 a gestão da LAM esteve entregue à empresa sul-africana Fly Modern Ark (FMA), contratada pelo Executivo com o intuito de viabilizar a transportadora e salvá-la da bancarrota, embora tal esforço não tenha surtido os efeitos desejados na resolução definitiva dos problemas estruturais da empresa.

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