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ANAMOLA é impedida de marchar em grupo até à Praça dos Heróis em Nampula

NAMPULA — Membros e simpatizantes do partido ANAMOLA denunciam um alegado tratamento desigual durante uma marcha organizada com destino à Praça dos Heróis Moçambicanos, na cidade de Nampula, no âmbito das celebrações do aniversário da cidade.

Segundo os relatos apresentados, a marcha teria sido interrompida pela Polícia da República de Moçambique (PRM), por orientação do comando provincial. Os membros da ANAMOLA teriam sido impedidos de seguir juntos em direção ao local das celebrações e orientados a deslocar-se individualmente, um por um, até à Praça dos Heróis.

A medida terá provocado descontentamento entre os membros e simpatizantes da formação política, que questionam os critérios utilizados pelas autoridades policiais para restringir a marcha.

A principal contestação está relacionada com aquilo que os integrantes da ANAMOLA consideram um tratamento desigual em comparação com outras forças políticas. De acordo com os mesmos relatos, membros e simpatizantes da FRELIMO, RENAMO, MDM e PODEMOS teriam conseguido marchar em grupo até ao local da celebração.

Diante desta situação, os membros da ANAMOLA questionam por que razão a marcha teria sido permitida para algumas formações políticas e restringida para a sua organização.

A Polícia da República de Moçambique tem, entre as suas responsabilidades, a manutenção da ordem e segurança durante eventos públicos. Contudo, os membros da ANAMOLA defendem que qualquer intervenção policial deve obedecer a critérios imparciais e ser aplicada de forma igual a cidadãos e organizações políticas.

A formação política e os seus apoiantes aguardam, por isso, esclarecimentos das autoridades sobre as razões que terão levado à interrupção da marcha e à orientação para que os seus membros se deslocassem individualmente até à Praça dos Heróis.

Até ao momento, não foi apresentada, no relato que está na origem desta informação, uma explicação pública da PRM sobre os critérios utilizados na abordagem aos membros da ANAMOLA.

O episódio reacende o debate sobre a igualdade de tratamento entre diferentes forças políticas e sobre o exercício dos direitos de participação e manifestação no espaço público moçambicano.

Mais do que uma simples marcha, o caso coloca em discussão a necessidade de garantir que as regras aplicadas pelas autoridades durante eventos políticos e públicos sejam claras, transparentes e uniformes para todos.

Nota: As alegações de tratamento desigual são apresentadas com base nos relatos dos membros e simpatizantes da ANAMOLA. A versão da PRM não consta da informação disponibilizada e deverá ser considerada para um esclarecimento completo dos factos.

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