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Chapo exige Comandos permanentemente preparados para enfrentar ameaças cada vez mais complexas

Nacala, 28 de Agosto de 2026 — O Presidente da República e Comandante-Chefe das Forças de Defesa e Segurança (FDS), Daniel Chapo, defendeu a necessidade de Moçambique contar com Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) mais modernas, altamente preparadas e em permanente estado de prontidão para responder às ameaças à segurança nacional, que considera cada vez mais complexas e sofisticadas.

A posição foi manifestada esta sexta-feira, em Nacala, província de Nampula, durante a cerimónia de encerramento do 31.º Curso de Comandos, realizado na Escola de Formação de Forças Especiais de Nacala.

Na ocasião, o Chefe do Estado afirmou que a preparação das forças militares para os actuais cenários de conflito não pode estar limitada à existência de armamento e efectivos. Segundo Chapo, os novos desafios exigem a conjugação de equipamento moderno com formação especializada, inteligência, logística, comunicações seguras, capacidade de decisão e domínio das novas tecnologias.

“Modernizar as forças armadas não significa apenas adquirir equipamento, mas também formar homens e mulheres com a necessária capacidade de operar estes equipamentos”, afirmou.

O Presidente chamou igualmente a atenção para a transformação dos conflitos contemporâneos, destacando o uso crescente de drones, sistemas de vigilância, inteligência artificial, comunicações seguras e outras ferramentas tecnológicas.

Perante esta realidade, considerou fundamental que os Comandos estejam preparados para actuar em ambientes difíceis, imprevisíveis e de elevada complexidade.

Formação rigorosa e preparação integral

Para o Comandante-Chefe, a formação dos militares deve continuar a basear-se num processo rigoroso de selecção e preparação, abrangendo disciplina, resistência física, preparação psicológica e desenvolvimento de competências técnicas necessárias para as operações no terreno.

Ao dirigir-se aos finalistas, Chapo sublinhou que tornar-se Comando implica responsabilidades acrescidas e exige uma conduta baseada em valores como disciplina, coragem, prontidão, lealdade e compromisso com a pátria.

“Por isso, ajam com integridade, firmeza e dureza quando for para defender Moçambique. E isto é inegociável. A pátria não tem preço e a defesa da pátria não se delega”, declarou.

O Presidente defendeu ainda que a experiência acumulada pelas forças moçambicanas durante o combate ao terrorismo em Cabo Delgado deve ser aproveitada para aperfeiçoar a preparação e reforçar a capacidade operacional das FDS.

Na sua avaliação, a realidade vivida no combate ao terrorismo demonstra que defender o país exige muito mais do que simplesmente dispor de militares armados.

“A defesa da pátria exige não apenas ter homens com uma arma na mão, mas também requer tecnologia, logística, doutrina, inteligência, informação, liderança e capacidade de decisão em momentos difíceis”, afirmou.

Chapo reconhece melhorias em Cabo Delgado, mas pede vigilância

Daniel Chapo afirmou que a situação de segurança em Cabo Delgado apresenta actualmente melhorias quando comparada com períodos anteriores.

O Chefe do Estado atribuiu esses progressos à intervenção das Forças de Defesa e Segurança, da Força Local e das forças amigas do Ruanda e da Tanzânia.

Apesar da evolução positiva, advertiu que os militares não devem interpretar os avanços como motivo para baixar a guarda ou reduzir o nível de preparação.

“Estejam sempre em prontidão combativa. Não deixem que a rotina substitua a prontidão”, apelou.

“Batam duro o inimigo”, orienta novos Comandos

Durante a sua intervenção, o Presidente estabeleceu igualmente uma orientação sobre a forma como os novos Comandos devem actuar perante as ameaças, defendendo firmeza contra os grupos terroristas, mas simultaneamente respeito e proximidade em relação às populações.

“Sejam firmes perante a ameaça; batam duro o inimigo; sejam bravos e ríspidos com os terroristas; escangalhem a estrutura dos bandidos terroristas; mostrem musculatura, mas sejam humanos e amáveis para com o nosso povo”, orientou.

Contudo, Chapo salientou que a utilização da força militar deve estar sempre subordinada à lei e ao serviço da população, com respeito pelos direitos humanos e pela dignidade da pessoa humana.

“A força militar só é verdadeiramente legítima quando está ao serviço da Nação, do povo e subordinada ao Estado de Direito”, afirmou.

“Missão, Pátria, Honra e Sacrifício”

No encerramento da cerimónia, o Presidente da República felicitou os militares que concluíram o 31.º Curso de Comandos e reconheceu também o papel das suas famílias, que, segundo afirmou, enfrentam igualmente sacrifícios associados à carreira militar.

Aos novos Comandos, deixou quatro palavras como referências para a sua vida profissional e para o cumprimento da missão: “Missão”, “Pátria”, “Honra” e “Sacrifício”.

Com a conclusão do 31.º Curso de Comandos da Escola de Formação de Forças Especiais de Nacala, Daniel Chapo reiterou a necessidade de Moçambique dispor de uma força militar preparada para os desafios actuais, equipada com tecnologia adequada, disciplinada e permanentemente pronta para defender o país.

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