Dez cidadãos detidos após morte de agente da PRM durante operação antidroga em Angónia
Dez cidadãos foram detidos na sequência de confrontos entre populares e agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) registados no povoado de Sendedza, distrito de Angónia, província de Tete.
O confronto aconteceu no dia 2 de Setembro, durante uma operação policial destinada a combater a venda e o consumo de drogas naquela região. Um agente da PRM perdeu a vida e outros membros da corporação sofreram ferimentos ligeiros.
Operação começou com rusga a locais suspeitos
Segundo a Polícia, a operação foi conduzida pela Força Operativa do Comando Provincial da PRM, que realizou uma rusga em diferentes locais suspeitos de estarem envolvidos na comercialização e promoção do consumo de estupefacientes.
Durante a intervenção, os agentes identificaram dois pontos onde alegadamente era comercializada cannabis.
Um dos locais era um estabelecimento comercial, enquanto o outro correspondia a uma residência.
A PRM afirma que os proprietários dos dois espaços foram identificados e posteriormente detidos. Durante a operação, as autoridades também apreenderam a droga que alegadamente era comercializada nesses pontos.
Populares terão atacado agentes
Depois de concluída a intervenção, os agentes começaram a transportar os dois suspeitos e a droga apreendida para o Comando Distrital da PRM em Angónia, onde deveriam ser realizados os procedimentos legais subsequentes.
Contudo, durante o percurso, o grupo policial terá sido surpreendido por um conjunto de populares.
De acordo com a versão apresentada pela Polícia, os populares atacaram os agentes utilizando objectos contundentes.
A agressão resultou na morte de um agente da PRM, enquanto outros membros da corporação envolvidos na operação sofreram ferimentos ligeiros.
Dez pessoas detidas
Na sequência dos confrontos, a PRM anunciou a detenção de dez cidadãos, apontados pelas autoridades como participantes directos na violência contra os agentes.
A Polícia afirma que pretende levar os envolvidos à responsabilização criminal pelos actos praticados.
A corporação considera que a medida visa não apenas responsabilizar os participantes nos confrontos, mas também repudiar actos de violência contra agentes da autoridade e desencorajar a repetição de episódios semelhantes.
O caso ocorreu no contexto de uma operação de combate à comercialização e ao consumo de estupefacientes no povoado de Sendedza, numa intervenção que acabou por resultar na morte de um agente policial e na detenção de dez cidadãos.
