A Polícia da África do Sul desmantelou um alegado laboratório destinado à produção de Mandrax, com capacidade estimada para fabricar até 800 mil comprimidos por dia, numa operação que culminou com a detenção de dois cidadãos moçambicanos.
A operação policial ocorreu após um período de acompanhamento realizado pelos serviços de inteligência sul-africanos, que terão monitorizado as actividades e os movimentos considerados suspeitos no imóvel antes de avançarem para a intervenção.
Segundo uma notícia publicada na quarta-feira, 9 de Setembro, pela Newsroom Afrika, os dois cidadãos moçambicanos foram encontrados e detidos no local. As autoridades indicam preliminarmente que os suspeitos desempenhariam funções de “runners”, expressão utilizada para designar executores ou intermediários dentro da operação.
O espaço onde funcionava a alegada estrutura de produção foi descrito pelas autoridades como um pequeno armazém, que estaria a ser utilizado para fabricar o narcótico.
Com o desmantelamento do laboratório e a detenção dos dois suspeitos, a investigação entra agora numa fase destinada a identificar os indivíduos que estariam por trás da alegada operação criminosa.
Investigação procura financiadores e mentores
As autoridades sul-africanas estão particularmente concentradas em descobrir quem seriam os financiadores e alegados mentores da rede criminosa responsável pela produção e distribuição do Mandrax.
A Polícia afirma que já possui perfis de outros indivíduos que suspeita estarem envolvidos na actividade e que estes estão actualmente a ser procurados.
Paralelamente, estão a ser realizadas diligências para determinar a quem pertence o imóvel utilizado como alegado laboratório. Para isso, as autoridades efectuam verificações junto das estruturas municipais, com o objectivo de confirmar a propriedade do espaço.
A operação faz parte dos esforços das autoridades sul-africanas para combater o crime organizado e o tráfico de narcóticos, procurando atingir não apenas os locais de produção e os canais de distribuição de drogas, mas também as estruturas financeiras que permitem sustentar essas actividades.
As investigações permanecem em curso para determinar a dimensão da alegada rede criminosa e identificar todos os indivíduos que possam estar envolvidos na produção e distribuição do Mandrax.
Fonte: Integrity Magazine / Newsroom Afrika
