“Não é tendência”: campanha alerta para os impactos de editar fotos para parecer albino
Uma campanha de sensibilização está a chamar a atenção para os impactos sociais da edição de fotografias para fazer pessoas parecerem albinas, defendendo que o albinismo não deve ser tratado como uma tendência, moda ou brincadeira.
A mensagem, apresentada numa imagem de sensibilização, destaca que o albinismo é uma condição genética real que faz parte da vida de muitas pessoas. A campanha procura incentivar maior respeito e empatia para com as pessoas com albinismo.
A imagem mostra uma mulher com o rosto dividido em duas partes: de um lado, a aparência natural; do outro, uma versão editada para representar uma pessoa com características associadas ao albinismo. Ao lado, aparece a mensagem “Não à trend de editar fotos para parecer albino!”.
Segundo a campanha, o albinismo pode estar associado a diferentes desafios, incluindo problemas de visão e maior sensibilidade ao sol. A mensagem também chama atenção para o preconceito e a discriminação que muitas pessoas com albinismo enfrentam.
“Albinismo não é um filtro”
A campanha procura combater a transformação de características associadas ao albinismo em simples efeitos visuais para redes sociais.
“O albinismo não é um filtro, não é uma moda e não é uma brincadeira”, destaca a mensagem da imagem, reforçando que se trata de uma condição genética que faz parte da realidade de muitas pessoas.
A iniciativa recomenda que, antes de aderir a uma tendência nas redes sociais, os utilizadores considerem o impacto que determinada brincadeira ou edição pode provocar em pessoas que vivem diariamente com essa condição.
Apelo à empatia
A campanha termina com um apelo à responsabilidade e ao respeito, destacando a necessidade de “mais empatia” e de menos tendências que possam ferir ou desvalorizar experiências reais.
A mensagem central é que características relacionadas ao albinismo não devem ser utilizadas como motivo de diversão ou transformação estética, uma vez que representam a realidade de pessoas que podem enfrentar desafios específicos e situações de preconceito.
“Respeito também é atitude”, conclui a campanha.
