EUA vão transmitir ao vivo execução de militar que matou 13 pessoas numa base militar

O Governo dos Estados Unidos anunciou que a execução de Nidal Hasan, antigo psiquiatra do Exército norte-americano condenado pelo assassinato de 13 pessoas numa base militar no Texas, será pública e transmitida em directo. A execução, por um pelotão de fuzilamento, está marcada para 3 de Dezembro.

O anúncio foi feito pelo secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, através de um vídeo partilhado em contas do Pentágono na rede social X.

“Vai ser fuzilado por soldados, como deve ser, e faremos com que o público possa assistir”, declarou Hegseth.

A execução será a primeira realizada por militares norte-americanos desde 1961, segundo a informação divulgada pela SIC Notícias.

Tiroteio matou 13 pessoas e feriu outras 42

Nidal Hasan, muçulmano nascido nos Estados Unidos e psiquiatra militar, protagonizou um dos tiroteios mais graves da história das bases militares norte-americanas. O ataque ocorreu a 5 de Novembro de 2009, num centro médico da base militar de Fort Hood, no Estado do Texas.

Na ocasião, Hasan abriu fogo, matando 13 pessoas, das quais 12 eram militares, e ferindo outras 42, antes de ser imobilizado pelas autoridades policiais.

O antigo psiquiatra foi descrito como um “lobo solitário” ligado à Al-Qaida. De acordo com a informação divulgada, o ataque terá sido motivado pela intenção de impedir que soldados norte-americanos participassem nas guerras do Afeganistão e do Iraque, que considerava “ilegais”.

O tiroteio tornou-se o mais mortífero alguma vez registado numa base militar dos Estados Unidos, provocando grande impacto no país e levantando questões sobre a segurança das instalações militares.

Transmissão da execução gera críticas nos Estados Unidos

A decisão de permitir que o público assista à execução em directo está a provocar reacções negativas entre cidadãos norte-americanos, com críticas à exposição pública de uma execução por fuzilamento.

Um cidadão identificado apenas como Steve considerou a medida “repugnante e infantil”, acrescentando que o que está a acontecer é “ridículo”.

Janelle Sutton, uma estudante de 21 anos, também manifestou desagrado com a decisão de transmitir a execução em directo.

“É desumano. Não é algo que precise de ser transmitido em directo, especialmente porque não sabemos se há crianças a ver ou se pode afectar alguém pessoalmente”, afirmou.

A polémica continua a dividir opiniões nos Estados Unidos, entre o anúncio de uma execução pública inédita nas últimas décadas e as críticas sobre as consequências éticas de transmitir o acto em directo.

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