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Filho de Museveni anuncia saída do comando do Exército do Uganda para se dedicar a Cristo

O chefe das Forças de Defesa do Uganda (CDF), general Muhoozi Kainerugaba, anunciou que pretende abandonar o cargo de principal responsável pelas Forças Armadas do país, depois de aproximadamente dois anos no exercício da função. A decisão está a levantar novas questões sobre o seu futuro político e sobre a liderança militar ugandesa.

Numa declaração divulgada na sexta-feira, 6 de Novembro de 2026, Kainerugaba afirmou que está a preparar a transferência do comando para outro oficial militar qualificado, com o objectivo de passar a dedicar-se à sua fé cristã.

«O meu tempo como CDF está a chegar ao fim. Cumpri todas as tarefas que Deus me confiou. Dentro de alguns meses, entregarei este cargo a um oficial qualificado. Depois disso, dedicarei a minha vida a Cristo», declarou o general.

Apesar do anúncio, o responsável militar esclareceu que não pretende abandonar imediatamente as Forças Armadas. Segundo explicou, espera continuar ao serviço da instituição durante pelo menos mais um ano, embora não tenha avançado uma data concreta para a sua saída definitiva.

Kainerugaba também não revelou o nome do oficial que poderá sucedê-lo numa das posições mais importantes da estrutura militar do Uganda.

O general foi nomeado para o cargo pelo seu pai, o Presidente Yoweri Museveni, a 21 de Março de 2024, substituindo o general Wilson Mbasu Mbadi, que posteriormente foi indicado para o cargo de Ministro de Estado do Comércio.

A tomada de posse oficial aconteceu a 28 de Março de 2024, durante uma cerimónia de transferência de funções realizada no quartel-general da 4.ª Divisão das Forças de Defesa do Povo do Uganda (UPDF), na cidade de Gulu. Com essa nomeação, Kainerugaba tornou-se o 13.º oficial a assumir a chefia militar do país.

Antes de chegar à liderança das Forças de Defesa, desempenhava as funções de conselheiro presidencial sénior de Museveni para operações especiais.

Ao longo da sua carreira militar, ocupou igualmente vários cargos de elevada responsabilidade, entre os quais o de comandante das Forças Terrestres.

Quando assumiu o comando das Forças de Defesa, prometeu melhorar as condições de vida dos militares, combater a corrupção e resolver os problemas relacionados com a gestão inadequada dos recursos das Forças Armadas.

Na mesma ocasião, comprometeu-se a preservar o profissionalismo da UPDF e a reforçar a capacidade operacional da instituição para enfrentar diferentes ameaças à segurança nacional, incluindo o terrorismo, o roubo de gado e os crimes cibernéticos.

Entretanto, a sua nomeação provocou considerável atenção pública, sobretudo devido à sua ligação familiar com o Presidente Museveni e ao seu crescente envolvimento na vida política do país.

A carreira militar de Muhoozi Kainerugaba continua também a ser alvo de debate público, particularmente num contexto em que aumentam as discussões sobre a sucessão política no Uganda e o futuro da liderança nacional.

Deste modo, o seu mais recente anúncio deverá reacender o debate sobre quem assumirá a liderança das Forças de Defesa do Uganda e qual será o caminho que o general pretende seguir depois de abandonar o cargo de chefe das Forças Armadas.

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