Cidadãos estão a pedir porte de armas em Cabo Delgado

Satar Abdulgani manifesta preocupação com o crescimento de solicitações de posse de armas por parte de funcionários públicos e empresários, numa altura em que a PRM intensifica a recolha de armamento ilegal

O Presidente do Conselho Municipal de Pemba, Satar Abdulgani, denunciou o aumento significativo de pedidos de posse e porte de arma junto das autoridades locais, num momento em que a Polícia da República de Moçambique (PRM) está empenhada na recolha de armamento em mãos indevidas.

De acordo com o edil, o município tem recebido diversos pedidos de declarações de bairro, documento exigido para instruir o processo de porte de arma. A maioria das solicitações parte de empresários, funcionários públicos e até cidadãos vindos de outras regiões do país.

“Estamos a observar um número elevado de pedidos de declaração de bairro para porte de arma. São funcionários do Estado, empresários e até pessoas de fora da cidade. É preocupante ver esses pedidos a crescerem em massa”, afirmou Satar Abdulgani, durante uma sessão municipal.

O autarca lembrou que a autarquia não tem competência legal para autorizar o porte de armas, uma atribuição que cabe ao Ministério do Interior, mas destacou a necessidade de melhor coordenação entre as instituições locais e as forças de segurança, a fim de evitar que a situação fuja ao controlo.

“Pemba é uma cidade que acolhe muitas famílias deslocadas por causa do terrorismo. Devemos ser cautelosos para não transformar um problema de segurança em algo ainda mais grave”, alertou Abdulgani.

A cidade de Pemba, que é a capital da província de Cabo Delgado e abriga uma das maiores baías do mundo, enfrenta crescentes desafios de segurança, com relatos de assaltos e furtos à mão armada em zonas urbanas e nos bairros periféricos.

Residentes locais têm manifestado preocupação com a vulnerabilidade e defendem um reforço das patrulhas policiais e medidas preventivas que assegurem maior tranquilidade na capital provincial.

O aumento de pedidos de armas em Pemba surge num contexto de instabilidade na província, marcada por ataques esporádicos de grupos armados e uma sensação generalizada de insegurança entre os cidadãos.

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