Tribunal suspende candidatura do PCA da Vodacom  devido votos antecipados

O Tribunal Judicial da Cidade de Maputo decidiu anular a candidatura de Lucas Chachine, Presidente do Conselho de Administração da Vodacom, à presidência da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM). A decisão foi tomada pela 5ª Secção, que emitiu um despacho de providência cautelar após um pedido submetido pela Good Deliverers, tendo como alvo a própria CCM e o gestor em questão.

O despacho determina que todos os votos atribuídos à lista de Chachine antes do arranque oficial da campanha eleitoral devem ser suspensos, bem como invalidada a sua candidatura à liderança da instituição. A medida foi sustentada por alegadas irregularidades no processo eleitoral, incluindo o uso de boletins datados de dezembro de 2025 — um mês antes do início permitido para campanhas.

De acordo com o documento assinado pela Juíza de Direito “B”, Ramira Joaquim Romão Come, as inconsistências verificadas comprometem a transparência e a lisura do processo, colocando em causa os princípios regulamentares e o direito da queixosa de concorrer num ambiente equitativo.

Além da suspensão da candidatura, o tribunal ordenou que os requeridos se abstenham de qualquer ação que implique o aproveitamento dos votos considerados irregulares. Também foi agendada uma audiência preliminar para o dia 22 de dezembro de 2025, às 10h00, para prosseguimento do contraditório.

O caso fortalece o debate sobre credibilidade eleitoral dentro da CCM e deverá continuar a gerar repercussão no meio corporativo e institucional do país.

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