Uma nova polémica envolvendo práticas religiosas controversas marcou a semana no Zimbábue, após a divulgação de imagens e relatos sobre um pastor que realizava rituais considerados abusivos e sem qualquer base médica ou espiritual. Segundo informações apuradas, o líder religioso teria convocado mulheres da sua congregação para sessões de “cura” destinadas, segundo ele, a prevenir e combater o cancro da mama.
O ritual, descrito por várias testemunhas, consistia em o pastor lamber os mamilos das fiéis enquanto afirmava que o acto “purificava as células doentes” e impedia o desenvolvimento da doença. As sessões eram feitas em recintos fechados da igreja e, segundo as vítimas, muitas mulheres sentiam-se pressionadas a participar, temendo ser acusadas de falta de fé caso recusassem.
O caso ganhou ampla repercussão após uma das mulheres, acompanhada pelo marido, denunciar o episódio às autoridades. A polícia interveio e deteve o pastor, que agora responde por abuso de poder religioso, práticas indecentes e alegada exploração espiritual de pessoas vulneráveis.
Autoridades de saúde do Zimbábue emitiram um comunicado público alertando que nenhum ritual deste tipo possui fundamento científico ou religioso. Organizações de proteção da mulher também se manifestaram, afirmando que o caso representa um exemplo grave de manipulação emocional e assédio disfarçado de acto sagrado.
A investigação segue em curso, e o tribunal deverá decidir, nos próximos dias, se o líder religioso permanecerá detido enquanto o processo avança. Ler artigo completo…
