APSUSM anuncia extensão da greve por 30 dias e denuncia mais de 700 mortes no setor da saúde

A Associação dos Profissionais da Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) decidiu prolongar a greve no setor da saúde por mais 30 dias, a partir de 16 de fevereiro, devido à alegada falta de diálogo com o Governo.

Durante uma conferência de imprensa realizada em Maputo, o presidente da APSUSM, Anselmo Muchave, afirmou que mais de 700 mortes teriam ocorrido durante a fase anterior da paralisação, atribuídas à escassez de medicamentos e à insuficiência de meios de diagnóstico nos estabelecimentos de saúde.

“Estas mortes estão, em muitos casos, a ser ocultadas pelas próprias unidades sanitárias. A situação reflete a degradação contínua do Sistema Nacional de Saúde, que é preocupante e insustentável”, disse Muchave.

A associação denunciou ainda as condições precárias em centros de saúde, além de supostas irregularidades na aquisição de fármacos. Segundo a APSUSM, teria havido um concurso fechado para compra de medicamentos, evidenciando falta de transparência e insuficiência de produtos essenciais no país.

Sobre a forma da paralisação, a APSUSM esclareceu que os profissionais de saúde continuam a comparecer aos locais de trabalho, mas permanecem de braços cruzados, mantendo o serviço suspenso. A decisão é uma resposta, segundo a associação, às medidas do Governo que marcaram faltas e aplicaram descontos salariais aos grevistas anteriormente.

A APSUSM reafirma que o direito à saúde é fundamental e sustenta que a greve visa defender a dignidade tanto dos profissionais quanto dos utentes. Sem avanços nas negociações, a paralisação continuará por mais 30 dias em todas as unidades de saúde do país.

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