MAPUTO – Um cidadão de nacionalidade brasileira, residente em Moçambique há mais de uma década, foi detido na Migração, em Maputo. O caso envolve uma burla financeira e falsificação de documentos, após o cidadão ter confiado a sua regularização a um conhecido.
A Cilada do “Camarada” e os 100 Mil Meticais
A situação começou quando o cidadão brasileiro, precisando renovar o seu Documento de Identificação de Residência Estrangeira (DIRE), aceitou a ajuda de um suposto amigo de nacionalidade moçambicana. O “camarada” afirmou ter facilidades dentro dos serviços migratórios e solicitou a quantia de 100.000,00 MT (cem mil meticais) para concluir o processo.
Acreditando na boa-fé do intermediário, a vítima entregou o dinheiro e o documento original. Dias depois, recebeu o DIRE de volta com a garantia de que a validade havia sido estendida. No entanto, ao apresentar-se na Emigração para tratar de um assunto diferente, os funcionários detetaram que a data de validade tinha sido alterada ilegalmente.
Consequências Legais
Embora alegue ter sido enganado pelo intermediário, o cidadão brasileiro foi detido na Migração por porte de documentação falsa. O caso serve como um alerta crítico para a comunidade estrangeira sobre os perigos de utilizar facilitadores.
