O presidente de Madagascar, Michael Randrianirina, anunciou que todos os candidatos a cargos de ministro no novo governo terão de passar por testes de detector de mentiras como forma de combater a corrupção no país.
A decisão foi anunciada na quinta-feira, depois de o líder militar afirmar que o país adquiriu um equipamento de polígrafo e um especialista responsável por operar o aparelho durante o processo de seleção dos novos membros do governo.
Segundo Randrianirina, o objetivo é identificar candidatos corruptos antes de assumirem cargos públicos. O presidente afirmou que não procura pessoas “100% limpas”, mas sim pessoas que sejam “mais de 60% limpas”, numa referência ao nível de confiança que pretende para os futuros governantes.
Michael Randrianirina chegou ao poder após um golpe de Estado ocorrido em outubro do ano passado, depois de semanas de protestos liderados principalmente por jovens, que reclamavam da falta de serviços públicos, oportunidades de emprego e das condições de vida num país marcado pela pobreza.
Recentemente, o presidente demitiu todo o governo e dissolveu o gabinete, tendo nomeado uma nova primeira-ministra poucos dias depois. De acordo com o novo modelo de seleção, os candidatos que não passarem no teste de polígrafo serão automaticamente excluídos e não poderão sequer participar das entrevistas para cargos ministeriais.
Apenas os candidatos aprovados no teste de detector de mentiras serão entrevistados pelo presidente e pela primeira-ministra para possível integração no novo governo.
Randrianirina também prometeu que o país realizará novas eleições dentro de dois anos após a sua chegada ao poder.
