Na sua intervenção na Assembleia da República, o Procurador-Geral da República, Américo Latela, deixou claro que a fiscalização e a responsabilização também se aplicam aos próprios investigadores. O PGR revelou que 28 membros do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) estão actualmente a braços com a justiça, respondendo a processos criminais e disciplinares resultantes de rigorosas acções de controlo interno no sector da investigação.
Reforço Operacional e Combate ao Crime
Para além da “limpeza” interna, Américo Latela aproveitou o informe para anunciar medidas de reforço de pessoal: encontra-se em curso o recrutamento de 600 novos agentes para as fileiras do SERNIC. O propósito fundamental desta contratação massiva é robustecer a capacidade operacional da instituição, garantindo uma resposta muito mais eficaz e musculada no combate ao crime organizado e a outras formas de criminalidade.
Reforma Estratégica e Credibilidade
De acordo com a Procuradoria-Geral da República, as duas acções em destaque — a responsabilização de agentes infractores e a admissão de novos quadros — não são actos isolados. Estas medidas integram um esforço muito mais abrangente e estratégico de reforma dos órgãos de investigação criminal moçambicanos. O objectivo final é garantir que a instituição opere com os mais altos padrões de eficiência, integridade e credibilidade.
