Para assinalar o 250.º aniversário da Independência norte-americana, o Departamento de Estado vai lançar uma edição especial de passaportes. A medida quebra a tradição do país, marcando a primeira vez que um Presidente em exercício figura no documento.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a emissão de uma linha exclusiva e limitada de passaportes norte-americanos destinada a celebrar o 250.º aniversário da Declaração de Independência, que se assinala no próximo mês de julho. A principal novidade deste documento é a inclusão da figura do Presidente Donald Trump.
A novidade foi partilhada na rede social X por Tommy Pigott, porta-voz da agência governamental, que destacou a preparação do departamento para o lançamento deste “design especial” comemorativo do evento histórico.
Design Histórico e Edição Limitada
Tommy Pigott partilhou ainda um artigo da Fox News Digital que revela os detalhes visuais do novo passaporte. O interior do documento exibirá uma fotografia de Donald Trump acompanhada da sua assinatura a dourado. O design ficará completo com uma ilustração dos Pais Fundadores reunidos durante a Declaração de Independência, a 4 de julho de 1776.
Historicamente, nenhum chefe de Estado norte-americano havia figurado num passaporte enquanto ainda exercia o mandato. De acordo com um funcionário do Departamento de Estado, que prestou declarações à agência AFP sob a condição de anonimato, estes documentos especiais serão emitidos exclusivamente em Washington e a sua emissão será interrompida assim que o stock disponível esgotar.
Celebrações Incomuns e Marcos Pessoais
A celebração dos 250 anos dos EUA coincide com um marco pessoal para Donald Trump, que em junho deste ano celebra o seu 80.º aniversário, consolidando a sua posição como o Presidente mais velho a ocupar o cargo.
Para assinalar o quarto de milénio da nação, a administração está a preparar um cartaz de eventos considerado pouco convencional, que incluirá desde combates de luta livre nos relvados da Casa Branca até a uma corrida de Fórmula Indy pelas ruas da capital, Washington, D.C.
A Expansão do Nome “Trump”
O bilionário do sector imobiliário — que já possui a famosa “Trump Tower” na prestigiada Quinta Avenida, em Nova Iorque — tem desenvolvido esforços paralelos para imortalizar o seu nome em diversas instituições e infra-estruturas públicas federais. Esta é uma prática que, por norma, os Estados Unidos reservam para homenagear antigos presidentes apenas após o término dos seus mandatos ou a título póstumo.
Entre as várias iniciativas de renomeação e homenagem encontram-se:
- Trump Kennedy Center: Em dezembro passado, o conselho de curadores do Kennedy Center em Washington (cujos membros foram escolhidos pelo Presidente) votou a favor da alteração do nome desta emblemática instituição cultural.
- Novos Navios de Guerra: A administração anunciou o lançamento de uma nova classe de grandes embarcações militares que serão baptizadas com o nome do actual Presidente.
- Moeda Comemorativa: O Departamento do Tesouro confirmou a existência de planos para cunhar uma moeda comemorativa de um dólar com a efígie de Trump. A escolha pela moeda contorna as leis federais em vigor, que proíbem expressamente a impressão de rostos de presidentes vivos ou em funções nas notas de papel.
- Terminais de Transporte: Segundo informações avançadas por meios de comunicação como a CNN e a NBC, Trump manifestou a intenção de ver o seu nome atribuído a duas das infra-estruturas mais movimentadas do país: a Penn Station (em Nova Iorque) e o Aeroporto Internacional Dulles (em Washington).
“Arco do Triunfo” e Obras na Casa Branca
A expansão arquitetónica da efeméride estende-se também aos monumentos. A 15 de abril, Karoline Leavitt, secretária de imprensa da Casa Branca, anunciou em conferência de imprensa a construção de um novo monumento em Washington, impulsionado por Trump. A estrutura será baptizada como “Arco do Triunfo dos Estados Unidos” e terá uma altura de 250 pés (cerca de 76 metros), numa analogia directa e tributo aos 250 anos da nação.
A par do monumento, Trump deu também início a intervenções estruturais profundas na própria residência oficial. As obras incluem a demolição da histórica Ala Leste da Casa Branca, com o objectivo de construir um novo e amplo salão de baile no local.
