Um indivíduo identificado como Nildo Benjamim Pedro Leitão, vulgarmente conhecido por Nildo Leitão, está no centro de um escândalo em Luanda, sendo acusado de aplicar golpes financeiros a mais de três dezenas de pessoas. Encurralado pelas dívidas, o jovem terá simulado o seu próprio falecimento nas redes sociais como manobra desesperada para escapar aos credores.
Segundo denúncias inicialmente partilhadas pelo portal MWENE-NEWS, o suspeito é um antigo supervisor da casa de apostas Bantu Bet, cargo do qual terá sido demitido por suspeitas de desvio de fundos. Aproveitando-se da sua experiência prévia, Nildo continuou a fazer-se passar por recrutador da empresa, mesmo sem qualquer vínculo laboral activo.
O esquema passava pela solicitação de currículos a candidatos desesperados por uma oportunidade, aos quais era cobrada uma taxa de cerca de 30 mil kwanzas com a promessa de integração directa na empresa. Relatos indicam que, recentemente, o suposto burlador chegou a exigir dinheiro a grupos compostos por até 10 pessoas, acumulando assim avultadas somas monetárias.
Para além das falsas promessas de emprego, Nildo Leitão é também apontado por enganar pessoas do seu círculo mais próximo. O indivíduo solicitava empréstimos financeiros usando justificações de cariz emocional e familiar totalmente forjadas, como alegados problemas graves de saúde da sua filha ou o falso falecimento de um familiar.
Com o volume de cobranças a aumentar e sem meios para restituir os valores extorquidos, o jovem recorreu à internet para anunciar a sua própria morte. No entanto, o plano foi descoberto pelas vítimas, que garantem que Nildo está vivo e se encontra actualmente em parte incerta.
Desesperados por reaver o seu dinheiro e por justiça, os lesados clamam por uma intervenção célere das autoridades competentes e apelam à sociedade para que qualquer informação sobre o paradeiro do suspeito seja imediatamente comunicada à esquadra policial mais próxima.
Até ao fecho desta reportagem, a fonte original da denúncia, MWENE-NEWS, tentou estabelecer contacto com o acusado para o devido contraditório, mas sem qualquer sucesso.
