China elimina impostos de importação para 53 países africanos a partir de hoje

A China iniciou oficialmente, nesta sexta-feira (2 de Maio de 2026), a implementação de uma política de tarifa zero destinada a 53 países africanos com os quais mantém relações diplomáticas. A medida, anunciada pelo Gabinete da Comissão de Tarifas do Conselho de Estado, representa uma expansão significativa de um regime comercial que visa estreitar os laços económicos entre Pequim e o continente africano.

​Até 2024, o gigante asiático já tinha eliminado as taxas alfandegárias para importações provenientes de 33 nações africanas. Com esta nova actualização, mais 20 Estados foram incluídos no tratamento preferencial, sendo eles: África do Sul, Argélia, Botsuana, Cabo Verde, Camarões, Costa do Marfim, Egipto, Gabão, Gana, Guiné Equatorial, Quénia, Líbia, Maurícias, Marrocos, Namíbia, Nigéria, República do Congo, Seicheles, Tunísia e Zimbabué.

Validade e Impacto Imediato

​De acordo com as directrizes da Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado, estes países passam a usufruir de uma taxa preferencial de zero por cento, uma política que terá validade garantida até Abril de 2028.

​Os efeitos práticos desta directriz já se fizeram sentir no terreno. Segundo a agência de notícias Xinhua, a China recebeu o primeiro carregamento sob este regime alargado: uma carga de 24 toneladas de maçãs provenientes da África do Sul. Para além da facilitação comercial, o governo chinês sublinha que a iniciativa pretende incentivar a modernização das economias africanas e acelerar a sua integração no mercado asiático.

Uma Resposta ao Proteccionismo Global

​A adopção desta política é vista por Pequim como uma estratégia vital para apoiar os países em desenvolvimento no actual contexto económico mundial, frequentemente marcado por práticas proteccionistas e decisões unilaterais.

​Esta é a primeira vez que uma economia de grande dimensão concede isenção tarifária total a todos os países africanos com os quais mantém vínculos diplomáticos formais, consolidando a China como um parceiro comercial central para o futuro do continente.

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