Motivado pela escalada de tensão no Médio Oriente e pela consequente alta do petróleo nos mercados globais, o Conselho de Ministros aprovou uma nova tabela de preços para os combustíveis. O agravamento entra em vigor esta quinta-feira, 7 de maio, e deverá refletir-se diretamente no custo de vida dos cidadãos, nos transportes e na economia do país.
O Fim da Contenção e o Peso do Mercado Internacional
Segundo as explicações do Executivo, Moçambique conseguiu manter os preços dos combustíveis congelados durante mais de dois meses, absorvendo a pressão externa gerada pelo conflito no Médio Oriente. No entanto, desde o mês de abril, o país começou a importar os derivados de petróleo a custos substancialmente mais altos, o que tornou insustentável a manutenção da tabela anterior e forçou este reajuste interno.
Paulo da Graça, Presidente do Conselho de Administração da Autoridade Reguladora de Energia (ARENE), clarificou que esta subida é o reflexo direto do panorama internacional. A forte instabilidade geopolítica no Médio Oriente impulsionou o barril de crude para a marca dos 118 dólares, obrigando à revisão das tarifas.
A Nova Tabela de Preços
Com a atualização que entra hoje em vigor, os consumidores passam a pagar os seguintes valores:
- Gasolina: 93,86 meticais por litro;
- Gasóleo: 116,25 meticais por litro;
- Petróleo de iluminação: 97,56 meticais por litro;
- Gás de cozinha (GPL): 87,82 meticais por quilograma;
- Gás natural veicular (GNV): 52,73 meticais por litro equivalente.
Comparação Regional e Combate à Especulação
Apesar do impacto inegável que este aumento terá no bolso dos moçambicanos, o Governo defende a medida argumentando que os combustíveis em Moçambique continuam a ser comercializados a preços inferiores aos praticados em vários outros países da região da África Austral.
Para mitigar os efeitos da transição e proteger os consumidores, as autoridades estatais asseguraram que as equipas de fiscalização vão redobrar os esforços no terreno. O objetivo é atuar com rigor para travar eventuais tentativas de especulação de preços e evitar que se criem ruturas artificiais de stock no mercado nacional.
