Um elemento da Guarda Civil espanhola perdeu a vida este domingo, em Tenerife, enquanto participava na operação de desembarque e assistência aos tripulantes do navio de cruzeiro MV Hondius. O agente, identificado como Bernardino Alberto Rodríguez Hernández, de 62 anos, foi vítima de um ataque cardíaco fulminante durante o cumprimento do seu dever.
Contexto da Operação
O trágico incidente ocorreu durante a noite, no Porto de Granadilla de Abona. O agente Hernández estava destacado para apoiar as autoridades de saúde espanholas que, em coordenação com a Organização Mundial da Saúde (OMS), trabalham na gestão de um surto de hantavírus detetado a bordo da referida embarcação. A missão consistia em garantir a transferência segura dos tripulantes do porto para o aeroporto, com vista ao seu repatriamento.
Socorro e Reações Oficiais
De acordo com relatos oficiais, os serviços de emergência presentes no local iniciaram de imediato as manobras de reanimação assim que o agente colapsou. Contudo, apesar dos esforços intensos das equipas médicas, não foi possível reverter o quadro clínico, confirmando-se o óbito no local.
A morte do agente suscitou uma reação imediata do diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus. Através das redes sociais, o responsável máximo da agência manifestou-se “profundamente triste” com a notícia.
”Sinto-me profundamente triste pela morte de um agente da Guarda Civil em Tenerife, que morreu ontem à noite de ataque cardíaco. O agente estava a apoiar a operação […] para, de forma segura, retirar os tripulantes do MV Hondius”, afirmou Ghebreyesus.
O diretor-geral aproveitou ainda para endereçar as suas mais sinceras condolências à família, amigos e companheiros de farda de Bernardino Hernández, sublinhando a sua admiração e gratidão pelo trabalho das autoridades espanholas e pela resiliência da população de Tenerife perante esta crise sanitária.
