Última Hora: Umberto Sartori morre sob custódia na Cadeia de Máxima Segurança (BO)

Nas últimas horas, confirmou-se o falecimento do empresário ítalo-moçambicano Umberto Sartori Vidock. O óbito ocorreu enquanto o empresário se encontrava detido na Cadeia de Máxima Segurança da Machava, conhecida como BO, após ter sido alvo de uma operação do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) focada no combate ao crime organizado e ao narcotráfico.

​Sartori estava sob custódia das autoridades na sequência de mandados de busca e apreensão executados nas suas propriedades e escritórios na cidade de Maputo.

Circunstâncias da Morte

​De acordo com os dados preliminares, o corpo do empresário foi encontrado sem vida no interior da cela onde permanecia detido. Até ao momento, as autoridades moçambicanas mantêm o silêncio sobre os pormenores oficiais que rodearam o falecimento, não tendo ainda clarificado se será instaurado um inquérito independente para apurar as causas da morte.

Contexto da Detenção e Narcotráfico

​A prisão de Umberto Sartori resultou de investigações levadas a cabo pelo SERNIC contra redes internacionais de tráfico de droga e crimes associados. Este caso surge num período de forte ofensiva das autoridades contra o crime organizado, coincidindo com a recente apresentação pública, por parte do SERNIC, de cidadãos estrangeiros supostamente ligados ao Cartel de Sinaloa.

Perfil e Percurso em Moçambique

​Umberto Sartori era uma figura sobejamente conhecida nos círculos empresariais e de segurança da capital. Residente em Moçambique há mais de três décadas, era o proprietário do complexo turístico Kaya Kwanga, situado na Avenida Marginal, em Maputo.

​O percurso de Sartori foi pontuado por diversas controvérsias no âmbito criminal moçambicano ao longo dos anos. O seu nome foi citado em vários episódios mediáticos, incluindo referências no processo relativo ao assassinato do jornalista Carlos Cardoso.

(Com informações de: Carta de Moçambique)

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