A cidade de Tete está mergulhada num cenário de profundo choque e revolta após a revelação de um crime hediondo e continuado. Um homem é acusado de abusar sexualmente das suas duas enteadas, duas crianças de apenas 9 e 13 anos de idade, destruindo de forma irreversível a inocência e a saúde das menores. O autor do crime bárbaro é o próprio padrasto, a figura que deveria garantir a proteção no seio familiar.
Abusos na Ausência da Mãe e a Troca por 100 Meticais
Os contornos deste caso são desoladores. Segundo as denúncias, o agressor agia de forma calculista, aproveitando-se sistematicamente dos momentos em que a mãe das crianças saía de casa. Era nessas alturas de vulnerabilidade que o homem invadia o quarto das irmãs para cometer os abusos.
Para tentar garantir a impunidade e o silêncio das menores, o padrasto recorria ao aliciamento financeiro. O relato de uma das vítimas expõe a crueldade da manipulação: “Ele deu-me 100 meticais para calar a boca. Eu, como sou criança, aceitei, mas estamos cansadas disso”, confessou a menina.
O Diagnóstico Trágico e a Inércia Materna
As violações repetidas resultaram na pior das consequências. Exames médicos vieram confirmar que as duas crianças contraíram o vírus do HIV, transmitido diretamente pelo padrasto. As menores foram assim condenadas a carregar uma doença crónica para o resto da vida devido à perversão do agressor.
O desespero das meninas atingiu o limite não apenas pelos abusos, mas também pela atitude da própria progenitora. Diante da alegada inércia da mãe, que terá fechado os olhos ao sofrimento das filhas e nada fez para as defender, as duas irmãs viram-se obrigadas a tomar uma decisão drástica para travar o ciclo de violência. “Nós somos crianças e cansámos disso, decidimos denunciar na TV!”, relataram as vítimas, expondo o predador perante a sociedade. (Com informações da TV Sucesso).
