O Simpósio das Conferências Episcopais de África e Madagáscar (SCEAM) reagiu com enorme consternação e revolta ao assassinato de Dom Osório Afonso Citora, perpetrado dentro da sua própria residência episcopal, na cidade de Quelimane.
Através de um comunicado oficial emitido durante este fim de semana, os líderes católicos do continente descreveram a morte do prelado como um “crime bárbaro”. Para o SCEAM, este ato violento transcende o homicídio, representando um ataque direto à vida, à dignidade humana, à paz, à justiça e à liberdade de religião.
A organização foi perentória na condenação, sublinhando que nenhuma figura religiosa, cuja vida é integralmente dedicada ao serviço de Deus, à reconciliação e à promoção do bem comum, deve ser alvo de violência.
Exigências ao Governo Moçambicano
No mesmo documento, a entidade religiosa dirigiu apelos e exigências claras ao Governo de Moçambique e às respetivas autoridades competentes. O SCEAM requer:
- Investigação Rigorosa: A abertura de um inquérito imediato, transparente e totalmente independente, capaz de identificar e punir severamente todos os responsáveis por este crime.
- Reforço de Segurança: A implementação de medidas adicionais e eficazes para proteger os líderes religiosos e garantir a segurança dos diversos locais de culto em território nacional.
Solidariedade Interdiocesana e Continental
A par da exigência de justiça, a nota oficial dedicou um espaço significativo ao luto. O SCEAM expressou a sua mais profunda solidariedade para com:
- A Conferência Episcopal de Moçambique;
- Todo o clero moçambicano;
- Os fiéis das dioceses de Quelimane e da Beira;
- A família enlutada de Dom Osório Afonso Citora.
Concluindo com preces pelo descanso eterno do bispo assassinado, os líderes católicos africanos renovaram o seu apelo inabalável em prol da paz, da justiça e do escrupuloso respeito pela vida humana e pela liberdade religiosa, tanto em Moçambique como em todo o continente africano.
