O Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação assegurou que irá acompanhar e investigar a denúncia de 14 jovens moçambicanos, naturais da província de Manica, que relatam estar a viver uma situação de extrema precariedade na República Centro-Africana.
O caso
Os jovens em causa partiram de Manica sob a promessa de obterem emprego e melhores condições de vida na República Democrática do Congo. Contudo, o destino final foi alterado e os cidadãos foram levados para a República Centro-Africana, onde denunciam estar a enfrentar condições de exploração e falta de assistência.
A ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Manuela dos Santos Lucas, declarou que, embora o Governo ainda não tivesse recebido uma comunicação oficial sobre o episódio, serão realizadas diligências para o esclarecimento dos factos, reafirmando: “Vamos seguir de perto esta situação”.
Desafios no socorro
A situação apresenta contornos críticos por diversos motivos:
- Alguns dos jovens tiveram os seus passaportes confiscados, o que impossibilita qualquer tentativa de retorno a Moçambique.
- O episódio remete a outros casos conhecidos de cidadãos moçambicanos vítimas de falsas promessas de trabalho no estrangeiro.
- Moçambique não dispõe de representação diplomática na região onde os jovens se encontram, um fator que poderá complicar as ações de assistência e um possível processo de repatriamento.
Enquanto aguardam por intervenção estatal, os 14 moçambicanos continuam a emitir pedidos de socorro, relatando cenários de sofrimento e incerteza no país onde permanecem retidos.
Fonte: #TVSucesso2026
