Um sargento da polícia da África do Sul, que se encontrava colocado no posto fronteiriço de Lebombo — vizinho à fronteira de Ressano Garcia, na província de Maputo —, foi detido sob a acusação de corrupção. O agente é suspeito de viabilizar a travessia ilegal rumo a Moçambique de automóveis roubados ou desviados de forma fraudulenta em território sul-africano.
A Operação Secreta dos “Hawks”
A detenção de Raynas Piet Nguyuza, de 42 anos de idade, ocorreu na passada segunda-feira (8) através de uma operação sob disfarce executada pelos Hawks (Falcões), a força de elite da polícia sul-africana. A ação contou com o suporte de brigadas de inteligência criminal, monitorização e gestão de operações táticas.
De acordo com as declarações do tenente-coronel Magonseni Nkosi, porta-voz das autoridades policiais, as investigações ganharam força após dados de inteligência indicarem a conivência de agentes públicos com as redes criminosas.
“Relatórios de inteligência revelaram que quadrilhas criminosas envolvidas em roubo de veículos estavam supostamente trabalhando com policias corruptos no posto fronteiriço de Lebombo”, esclareceu o porta-voz.
Esquema de subornos e flagrante delito
As investigações apontam que a rede criminosa subornava os funcionários da fronteira para permitir o contrabando das viaturas sem qualquer tipo de fiscalização ou interceção. O montante cobrado pelos agentes corruptos variava e era definido consoante a categoria e o modelo do veículo que pretendia cruzar a Linha de Fronteira.
No dia em que a operação foi desencadeada, o sargento Nguyuza encontrava-se em pleno turno de trabalho. O suspeito acabou por ser apanhado em flagrante ao receber uma quantia em dinheiro entregue por um agente policial infiltrado. No momento da sua detenção imediata, o sargento tinha na sua posse o valor de 80 mil rands.
Situação Carcerária e Medidas Futuras
O arguido já foi presente ao Tribunal de Komatipoort. A audiência destinada à avaliação do pedido de libertação sob fiança (caução) não chegou a ser dada como concluída, o que levou ao adiamento do processo para a próxima sexta-feira (12), data em que será retomada a análise do requerimento.
Em reação ao caso, o líder dos Hawks na região de Mpumalanga, o Major-General Nico Gerber, deixou um aviso claro e garantiu que a unidade especial vai continuar empenhada em erradicar a corrupção no seio das forças de autoridade, assegurando que todos os funcionários que violarem a confiança pública serão severamente responsabilizados perante a justiça.
Fonte: Carta de MZ / Notícia365
