O ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, foi condenado a 30 anos de prisão na sexta-feira (12/06) por um tribunal de Seul.
A justiça sul-coreana considerou-o culpado por ordenar operações com drones na Coreia do Norte, com o objetivo de aumentar as tensões entre os dois países e justificar a decretação da lei marcial no final de 2024.
Segundo o jornal Korea Times, Yoon foi condenado por crimes de favorecimento ao inimigo e abuso de poder. A acusação sustenta que estas ações fizeram parte de uma estratégia destinada a criar um cenário de instabilidade e a reforçar a justificação para medidas excecionais de governo.
O ex-presidente nega as acusações, afirmando que o envio dos drones se inseriu numa operação militar legítima, em resposta aos balões carregados de lixo lançados pela Coreia do Norte em direção ao território sul-coreano ao longo de 2024.
Yoon já se encontrava preso e responde a diversos processos relacionados com a tentativa de impor a lei marcial em dezembro de 2024. Pelo mesmo episódio, havia sido anteriormente condenado a prisão perpétua sob acusação de golpe de Estado, depois de a medida ter sido revogada pelo Parlamento poucas horas após a sua decretação.
A lei marcial suspende garantias democráticas e amplia os poderes das Forças Armadas em situações consideradas excecionais. Após o fracasso da medida, Yoon foi destituído do cargo e passou a enfrentar uma série de investigações e processos judiciais.
Fonte: Korea Times / Reuters
