Livro britânico destaca Graça Machel entre as primeiras mulheres no poder em África

A participação na luta pela independência em África abriu as portas do poder a mulheres como Graça Machel e a angolana Maria Mambo Café, defende a historiadora britânica Paula Bartley.

As duas figuras lusófonas estão entre as mulheres de 41 países retratadas no livro “Trailblazers: The First Women Elected to Government” (Pioneiras: As primeiras mulheres a serem eleitas para o Governo), publicado recentemente no Reino Unido.

Citada pela agência Lusa, Bartley afirma que, olhando para o curso da história, até à década de 1950 eram sobretudo as nações europeias de etnia branca que elegiam mulheres, uma vez que a maioria dos restantes países se encontrava sob governos coloniais. Só depois da descolonização e da independência é que países como Angola, Moçambique ou a África do Sul puderam eleger os seus parlamentos e formar governos.

Segundo a historiadora, o convite a mulheres como Maria Mambo Café, Graça Machel e a sul-africana Winnie Mandela para integrarem os primeiros executivos representou uma espécie de “recompensa” pelo envolvimento nos movimentos de luta pela independência.

Bartley acrescenta que foi precisamente a descolonização que permitiu que, numa série de países africanos — dos quais menciona apenas alguns no seu livro — mulheres entrassem no Parlamento pela primeira vez.

A historiadora confessa ainda que Graça Machel, que foi ministra da Educação e continua a ser ativista pelos direitos das crianças e das mulheres, é uma das suas “heroínas”. Considera-a uma mulher absolutamente maravilhosa, que continua a lutar por causas internacionais e pela justiça, especialmente em defesa das crianças envolvidas em grupos de mercenários, descrevendo-a como fantástica e incorruptível.

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