Fundador do Telegram, Pavel Durov, afirma que Rússia o classificou como “terrorista” por rejeitar exigências de vigilância e censura
O fundador e CEO do Telegram, Pavel Durov, afirmou que a Rússia o designou como “terrorista” depois de se recusar a cumprir exigências do governo russo relacionadas com vigilância em massa e censura na plataforma de mensagens.
Numa publicação divulgada no seu canal oficial, Durov declarou que, segundo a legislação russa, estaria proibido de “divulgar informações na internet”, questionando as medidas impostas pelas autoridades.
“Os funcionários russos claramente estão confusos sobre quem pode proibir quem de usar a internet”, escreveu o empresário, acompanhado de uma mensagem crítica às decisões tomadas contra ele.
Na mesma publicação, Durov partilhou ainda uma imagem comparativa com a frase “Não se confunda”, na qual aparece de um lado identificado como “terrorista” e, do outro, autoridades russas ao lado de representantes do regime talibã com a legenda “parceiros respeitados”.
A manifestação ocorre em meio ao crescente conflito entre o governo russo e o Telegram, uma das maiores plataformas de comunicação do mundo, devido às exigências de controlo de conteúdos e acesso a informações dos utilizadores.
Durov, que deixou a Rússia em 2014 após conflitos com as autoridades devido à rede social VKontakte, que também fundou, tornou-se conhecido por defender a privacidade dos utilizadores e a liberdade de comunicação digital.
