Dois indivíduos encontram-se sob custódia policial no distrito de Zavala, na província de Inhambane, acusados da tentativa de comercialização ilícita de uma pistola. Um dos suspeitos exerce funções como guarda numa empresa de segurança privada, sendo apontado como o responsável pelo furto do armamento no posto de trabalho.
A Subtração e a Operação de Neutralização
A informação disponibilizada pela Polícia da República de Moçambique (PRM) indica que a pistola, que se encontrava em estado novo, foi furtada pelo agente no decorrer do seu turno de serviço.
Posteriormente à subtração, o funcionário recorreu a um conhecido no intuito de localizar um cliente no mercado informal. O intermediário estabeleceu contacto com um suposto comprador, desconhecendo que o interessado era um agente policial à paisana que monitorizava os seus passos.
A detenção em flagrante realizou-se no exato momento em que os dois homens pretendiam fechar o negócio e vender o equipamento pelo montante de 50 mil meticais.
Confirmação Policial e Alerta às Empresas
A porta-voz do Comando Provincial da PRM em Inhambane, Nércia Bata, explicou que a localização e captura dos suspeitos derivou de um trabalho de recolha de informação e inteligência, culminando na recuperação e apreensão da pistola. Ambos os cidadãos foram submetidos aos trâmites judiciais e responderão pelos crimes de posse e tentativa de venda ilegal de arma de fogo.
Face ao sucedido, a corporação policial exortou publicamente as empresas do setor da segurança privada a aumentarem os mecanismos de fiscalização e controlo interno do seu pessoal, prevenindo o desvio de equipamento de trabalho para a prática de ilícitos criminais.
