A 11.ª Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO surge como um espaço de reflexão política e auscultação, reunindo quadros do partido, representantes da sociedade civil, académicos, organizações profissionais, líderes religiosos e outros sectores da sociedade moçambicana.
Em entrevista, Casimiro Wathe considera que o encontro representa uma oportunidade para a revitalização do partido, o reforço da unidade interna e a construção de respostas aos principais desafios que o país enfrenta.
“Esta conferência não reúne apenas quadros da FRELIMO, mas também muitos representantes do povo moçambicano, incluindo a sociedade civil, académicos, representantes de organizações profissionais e religiosos”, afirmou.
Segundo Wathe, um dos principais objectivos da conferência é tornar a FRELIMO “mais forte, mais coesa e mais unida”, permitindo que o partido esteja melhor preparado para responder às preocupações dos cidadãos num contexto marcado pela necessidade de acelerar o desenvolvimento económico e social de Moçambique.

O dirigente sublinha que o momento da realização da conferência assume particular importância, tendo em conta que o actual ciclo governativo entra numa fase de consolidação das promessas feitas pelo Presidente da República no início do mandato, quando defendeu uma nova florma de governação orientada para resultados.
“Ele, no seu juramento, disse que ia trabalhar de forma diferente para ter resultados diferentes. Talvez esta reunião, como órgão consultivo, seja para ouvir as preocupações que cada delegado e convidado traz da sua província, da sua universidade, do seu local de trabalho e da sociedade em geral”, explicou.
Para Casimiro Wathe, a expectativa em torno da conferência está relacionada com a capacidade de produzir orientações capazes de responder aos desafios nacionais em áreas fundamentais, como saúde, educação, infra-estruturas, construção de estradas e pontes, construção civil e valorização do capital humano.
Além dos desafios económicos e sociais, Wathe defende que a dimensão ética e moral deve merecer atenção especial nos debates, considerando que o desenvolvimento do país depende também do fortalecimento dos valores, da responsabilidade e do compromisso dos cidadãos.
“A componente da moralidade é importante. Esta conferência também tem que ouvir como é que nós estaremos a nos encontrar para esta conquista da moralidade”, destacou.
A 11.ª Conferência Nacional de Quadros apresenta-se, assim, como um momento de avaliação, diálogo e definição de caminhos para o futuro da FRELIMO e da governação nacional, num período marcado por grandes expectativas da sociedade moçambicana.
