NAMPULA — A Direcção do Hospital Central de Nampula (HCN) reafirma a sua posição de tolerância zero contra cobranças ilícitas, mau atendimento e outras práticas que prejudiquem os utentes dos serviços de saúde.
A posição surge na sequência da recente detenção de um profissional do HCN, suspeito de envolvimento em cobranças ilícitas e outras condutas consideradas lesivas dos direitos dos utentes.
O caso envolve um técnico afecto ao Banco de Sangue da instituição e, segundo a Direcção do HCN, demonstra que não existe espaço para impunidade perante comportamentos incompatíveis com a missão de prestar cuidados de saúde.
A Direcção considera igualmente que o episódio evidencia a sua abertura para que as autoridades de Justiça exerçam livremente as suas competências, sempre que existam indícios de práticas que possam atentar contra o direito à saúde, a dignidade dos cidadãos e o acesso aos serviços públicos.
HCN apela à denúncia
Perante situações de violência, cobrança ilícita, mau atendimento ou qualquer outra conduta que prejudique os direitos dos utentes, a Direcção do Hospital Central de Nampula apela aos cidadãos para que não permaneçam em silêncio.
A instituição encoraja os utentes a denunciarem os casos às instâncias competentes e às autoridades judiciais, de modo a contribuir para a responsabilização dos indivíduos envolvidos em eventuais práticas ilícitas.
A Direcção deixa também uma mensagem aos seus profissionais, apelando para que se afastem de actos obscuros e de qualquer comportamento incompatível com os princípios de ética, deontologia e serviço público.
Segundo a instituição, trabalhar numa unidade de saúde representa uma responsabilidade acrescida, uma vez que os profissionais lidam directamente com a vida humana.
“O atendimento deve ser prestado com humanismo”
A Direcção do HCN alerta ainda para a necessidade de vigilância perante possíveis prevaricadores e defende que não deve haver espaço, dentro da instituição, para troca de favores, cobranças indevidas ou qualquer prática que transforme o serviço público num negócio particular.
O hospital reforça que o atendimento aos utentes deve ser realizado com humanismo, empatia, ética e profissionalismo.
Na sua mensagem, a instituição deixa uma advertência directa aos que possam envolver-se em práticas lesivas dos utentes e reafirma que o serviço prestado no hospital deve estar orientado para a defesa da vida e do bem-estar dos cidadãos.
A mensagem é acompanhada pelos apelos “Servir a vida não é fazer favores. É cumprir um dever” e “O Nosso Maior Valor é a Vida!”, divulgados pela Direcção de Comunicação e Imagem do Hospital Central de Nampula (HCN-DCI).
