Moçambique reforça alerta contra Ébola devido ao risco de entrada da doença no país
Maputo, 23 de agosto de 2026 — Moçambique encontra-se em alerta máximo perante a epidemia de Ébola que afeta a região da África Central, numa altura em que as autoridades sanitárias reforçam as medidas de prevenção e vigilância para evitar a entrada do vírus no território nacional.
A preocupação das autoridades está também relacionada com a intensa circulação de pessoas entre diferentes países da região, uma vez que Moçambique funciona como corredor para cidadãos estrangeiros que procuram alcançar outros destinos através do país.
Até ao momento, não foi registado nenhum caso positivo de Ébola em Moçambique. Apesar disso, o ministro da Saúde, Ussene Isse, considera que o nível de preocupação tem aumentado diariamente e apela à população para manter as medidas de prevenção.
Segundo o governante, o atual período de frio também favorece o aumento de casos de gripe, infeções respiratórias e outras doenças, tornando ainda mais importante a adoção de cuidados preventivos.
“Estamos actualmente na época fria, em que as gripes aumentam, as infecções respiratórias e outras aumentam igualmente. É igualmente importante mantermos as medidas de prevenção para a gripe e para as infecções respiratórias”, explicou Ussene Isse.
O ministro apelou ainda aos cidadãos para seguirem as orientações das autoridades sanitárias, destacando que a prevenção continua a ser uma das principais ferramentas para proteger a população.
Vigilância reforçada na fronteira com a Tanzânia
Como parte das medidas de prevenção, Moçambique reforçou a vigilância ao longo da fronteira com a República da Tanzânia, devido ao intenso movimento de pessoas provenientes de zonas consideradas de risco.
Ussene Isse explicou que a medida foi adotada porque existe uma grande mobilidade de pessoas provenientes da República Democrática do Congo (RDC) em direção à Tanzânia.
“Fizémo-lo porque há muita mobilidade de pessoas da República Democrática do Congo a vir para a Tanzânia”, afirmou o ministro.
As autoridades também estão atentas aos passageiros que chegam por via aérea, tendo em conta que viajantes provenientes de países próximos, incluindo Uganda, podem deslocar-se para Moçambique através dos aeroportos.
“Nos aeroportos as pessoas podem viajar vindas daqueles países ali próximos como o Uganda. Temos que estar muito atentos aos viajantes que chegam ao nosso país”, acrescentou.
Apelo para procurar assistência médica
O ministro da Saúde recomendou igualmente que qualquer cidadão que apresente sinais compatíveis com a doença procure imediatamente uma unidade sanitária para receber avaliação médica.
Entre os sintomas que devem despertar atenção estão febre alta, dor de cabeça, vómitos, diarreia, dores abdominais e dores nas articulações.
As autoridades reforçam que, apesar de Moçambique não ter registado até agora casos positivos, a vigilância permanece essencial devido à circulação regional de pessoas e ao risco de importação da doença.
Fonte: Informação divulgada pelas autoridades moçambicanas e reportagem publicada em 23 de agosto de 2026.
