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Cabo Delgado: CTA diz que ruandeses envolvidos em negócios em Mocímboa da Praia não são militares

A presença de cidadãos ruandeses envolvidos em actividades comerciais em Mocímboa da Praia, Cabo Delgado, está a despertar atenção numa região que, desde 2017, é marcada por ataques de grupos terroristas e por uma situação de segurança particularmente sensível.

A questão ganha maior relevância devido à presença, na mesma região, de forças do Ruanda que apoiam Moçambique no combate ao terrorismo. Neste contexto, começaram a circular informações não confirmadas de que cidadãos ruandeses ligados às forças militares estariam, alegadamente, envolvidos em actividades comerciais.

Perante as informações, a Zumbo FM Notícias procurou esclarecimentos junto da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), ao nível do distrito de Mocímboa da Praia, para perceber a natureza da presença desses cidadãos e se existiria alguma ligação entre as suas actividades económicas e as forças militares ruandesas.

O presidente da CTA em Mocímboa da Praia, Amorane Arune, esclareceu que os cidadãos ruandeses identificados no sector comercial são pessoas que se encontram na vila para desenvolver actividades económicas e não militares.

“Estrangeiros são estrangeiros e ruandeses são ruandeses, mas com missões diferentes. Não são ruandeses como militares; são cidadãos que saíram do seu país para vir aqui fazer as suas actividades, como outros.”

Segundo Amorane Arune, existem cidadãos ruandeses envolvidos em diferentes áreas de actividade comercial na vila.

“São ruandeses que abriram um bottle store, outro ruandês está na área de farmácia e outro na área de ferragem.”

O presidente da CTA reforçou que esses cidadãos não devem ser confundidos com os militares ruandeses presentes em Cabo Delgado no âmbito da cooperação de segurança com Moçambique.

“Então não são ruandeses militares, apenas são ruandeses que estão aqui para fazer os seus negócios com os outros, como estão outros estrangeiros, somalianos, indianos.”

A presença de estrangeiros envolvidos em actividades económicas em Mocímboa da Praia ocorre num contexto particularmente delicado. A vila esteve entre os principais pontos afectados pela violência extremista em Cabo Delgado e continua a ser uma zona onde questões relacionadas com segurança, circulação de pessoas e actividade económica recebem atenção acrescida.

É precisamente devido a esse contexto que a presença de cidadãos ruandeses envolvidos em negócios despertou questionamentos, sobretudo pela existência de forças militares do mesmo país na região.

Contudo, as informações segundo as quais militares ruandeses estariam directamente envolvidos em negócios em Mocímboa da Praia não foram confirmadas pela Zumbo FM.

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