As regiões sul e centro de Moçambique enfrentam o risco de sofrer, nos próximos anos, uma das secas mais severas registadas na história do país, com uma intensidade que poderá ultrapassar os níveis observados no início da década de 1990.
As previsões meteorológicas apontam para a possibilidade de prolongamento do fenómeno El Niño durante os próximos quatro anos, aumentando o risco de défice de precipitação e de escassez de água em diferentes zonas do território nacional.
Perante os alertas, o Centro Operativo de Emergência reuniu-se esta terça-feira para analisar a evolução do fenómeno climático e avaliar os possíveis impactos sobre o país.
As projecções apresentadas indicam que pelo menos 30 distritos das regiões sul e centro de Moçambique poderão ser afectados por uma situação de seca severa.
Apesar dos riscos identificados, a Direcção Nacional de Recursos Hídricos assegura que, até Janeiro, não deverá registar-se falta de água nas zonas que poderão ser abrangidas pelo fenómeno.
Entretanto, o Governo ainda não dispõe de um plano de contingência específico para responder a uma eventual seca prolongada.
Também permanece por definir o montante necessário para a reabilitação e o reforço dos sistemas de abastecimento de água, de modo a permitir uma resposta adequada aos possíveis efeitos do fenómeno climático.
A situação mantém as autoridades em alerta, tendo em conta a possibilidade de uma seca prolongada e os seus potenciais impactos sobre o acesso à água nas regiões sul e centro do país.
