O Estado deverá continuar a restringir a contratação de novos funcionários públicos até 2029, numa medida que poderá dificultar o acesso ao emprego público para muitos recém-formados que têm no Estado uma das principais perspectivas de inserção no mercado de trabalho.
Apesar da limitação prevista, os sectores considerados prioritários deverão continuar a beneficiar de novas admissões. Entre as áreas que deverão concentrar a maior parte das contratações estão a segurança, educação e saúde.
A informação foi apurada pela TV Sucesso com base no Cenário Fiscal, documento que aponta para a continuidade da política de contenção das despesas públicas com remunerações.
De acordo com a mesma informação, a estratégia do Executivo procura reduzir o peso da massa salarial nas despesas do Estado. Paralelamente, está prevista também a redução de alguns subsídios, como parte das medidas destinadas a controlar os gastos públicos.
A manutenção de uma política de contratação mais restritiva até 2029 representa um desafio para milhares de jovens recém-formados que procuram oportunidades no sector público. Ao mesmo tempo, a prioridade dada à segurança, educação e saúde indica que estas áreas deverão continuar a receber novos profissionais para assegurar o funcionamento dos serviços essenciais.
A evolução da medida deverá depender das necessidades do Estado e das prioridades definidas para cada sector ao longo dos próximos anos.
